O deputado federal e pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL) afirmou que o histórico de alianças passadas do senador Wellington Fagundes (PL) com o Partido dos Trabalhadores (PT) não compromete sua atual pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. Medeiros também confirmou que a cúpula nacional do PL, sob a liderança de Valdemar da Costa Neto, já consolidou o nome de Fagundes para a disputa majoritária no estado, apesar das pressões externas para uma composição com o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Ao ser questionado se a proximidade anterior de Fagundes com gestões petistas poderia gerar ruídos entre o eleitorado conservador na eleição atual, Medeiros minimizou o impacto, tratando o episódio como uma estratégia de mercado político de duas décadas atrás que envolveu a própria sigla nacionalmente.
“Não, eu não creio [que vá atrapalhar], porque foi um outro momento, o PL, inclusive, lançou o vice do PT em 2002. Então, se fosse assim, nós não teríamos nem que estar no PL. Naquele momento foi uma estratégia do Duda Mendonça, uma estratégia que acabou se tornando vencedora, porque deu aquele verniz de moderação para o Lula (...) E o PL tem essa mancha no histórico, né? Mas o fato é que o Wellington está aí há trinta e tantos anos”, declarou o deputado, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (9).
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Além de afastar o desgaste ideológico, o deputado trouxe informações de bastidores diretamente de Brasília, assegurando que, apesar de rumores de uma possível desistência para acomodar alianças nacionais, o partido mantém o projeto próprio em solo mato-grossense. Medeiros detalhou o posicionamento do presidente nacional da legenda:
“Eu estive antes de ontem com o presidente Valdemar. A última notícia que eu tenho de lá é que abateram o martelo: o candidato ao governo daqui do PL, aqui em Mato Grosso, é o Wellington Fagundes”, afirmou.
O cenário, contudo, é permeado por um impasse envolvendo o partido Republicanos. A legenda tem condicionado o apoio nacional à chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) para 2026 à retirada da candidatura de Fagundes em Mato Grosso, visando beneficiar a reeleição de Otaviano Pivetta. Medeiros explicou que as negociações envolvem condicionantes em diversos estados, mas que Mato Grosso tem sido tratado como um ponto de resistência pelo PL.
“Os republicanos, ele já se propôs, inclusive se reuniu também com a direção do PL, mas eles estão colocando algumas condicionantes, tem alguns estados que são importantes para eles, e eles querem colocar essas condicionantes para poder apoiar. A primeira notícia que o presidente me falou é que, Mato Grosso, o PL não aceita conversar. Mas essas discussões, não tem jeito, vão até o último dia da convenção”, explicou.
Wellington Fagundes, por sua vez, tem criticado a tentativa do Republicanos em vencer a eleição estadual por "W.O." e minimizado a aproximação de prefeitos de sua própria sigla com o atual governador, classificando tais apoios como relações estritamente administrativas para garantir investimentos nos municípios.
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