O Partido Liberal (PL) reafirmou a manutenção da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, por meio de nota oficial assinada pelo dirigente estadual da sigla Ananias Filho e o presidente nacional da cúpula Valdemar da Costa Neto. A manifestação ocorre em resposta a recentes especulações de bastidores que sugeriam a desistência de Fagundes em favor de uma composição com o partido Republicanos, visando fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Diante das notícias de que a sigla poderia abrir mão do palanque próprio no estado, as lideranças do PL decidiram formalizar seu posicionamento para assegurar a unidade do projeto partidário. A legenda classificou as informações como "especulação da imprensa" e declarou que as tratativas sobre o tema foram dadas como encerradas pelas direções das duas siglas.
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O impasse político ganhou força após a divulgação pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, de que o Republicanos estaria condicionando seu apoio nacional a Flávio Bolsonaro à obtenção de palanques estratégicos em quatro estados: Minas Gerais, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso.
No cenário mato-grossense, essa exigência implicaria na retirada da candidatura de Wellington Fagundes para que o PL passasse a apoiar o nome de Otaviano Pivetta (Republicanos). Embora tenha sido ventilado que as negociações estavam avançadas em outras regiões, o senador Wellington Fagundes tem negado reiteradamente qualquer possibilidade de recuo, mantendo sua intenção de disputar o comando do Executivo estadual.
Na nota divulgada, o partido destaca a autonomia de sua chapa local: "O Partido Liberal Nacional e o Partido Liberal de Mato Grosso reafirmam que possuem um projeto político sólido e próprio para o Estado de Mato Grosso, construído com diálogo, coerência, responsabilidade e compromisso com a população mato-grossense".
A manifestação reforça que o planejamento eleitoral da legenda já contempla nomes definidos para a disputa majoritária, incluindo José Medeiros para o Senado, além de Wellington Fagundes para o governo estadual e Flávio Bolsonaro para o Palácio do Planalto.
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