O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), publicou um vídeo nas redes sociais na noite desta quinta-feira (25) para rebater as notícias sobre a investigação aberta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apura supostas irregularidades no credenciamento do Banco Master para operar o cartão-benefício Credcesta junto aos servidores estaduais.
Na gravação de pouco mais de quatro minutos, Mauro classificou as reportagens como parte de uma "fábrica de fake news" e insinuou que adversários políticos estariam tentando prejudicar sua candidatura ao Senado.
"A fábrica de fake news não para em Mato Grosso. Provavelmente vocês viram uma notícia de uma suposta investigação sigilosa que estaria ocorrendo lá no STJ contra mim. Por muita coincidência, essa notícia foi publicada exatamente no dia seguinte quando eu anunciei a minha pré-candidatura ao Senado", afirmou.
Segundo as reportagens divulgadas nesta semana, a investigação apura se houve favorecimento ao Banco Master no credenciamento do Credcesta em 2023, após a publicação de um decreto que ampliou a margem consignável para servidores estaduais.
Mauro voltou a negar qualquer irregularidade e afirmou que a medida foi adotada por iniciativa da Assembleia Legislativa.
"Em 2023, o Estado abriu 10% a mais de margem e isso foi feito a pedido da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Barranco, do Partido dos Trabalhadores. Mas todo esse processo foi feito dentro da mais absoluta legalidade", declarou.
O ex-governador também sustentou que o Banco Master não recebeu tratamento privilegiado, argumentando que outras instituições financeiras participaram do mesmo processo de credenciamento.
"Vinte e quatro bancos e instituições se credenciaram para fornecer este cartão-benefício aos servidores. Portanto, o Banco Master foi apenas mais um entre esses 24 e sequer foi o primeiro a se cadastrar. Quando ele se cadastrou, já tinha quatro bancos e instituições autorizados a prestar esse serviço", disse.
Durante o pronunciamento, Mauro questionou por que a investigação estaria concentrada em Mato Grosso, afirmando que o modelo foi adotado em diversos estados brasileiros.
"Esse cartão-benefício existiu em 22 estados brasileiros, com o Master e com diversas outras instituições. Eu pergunto a vocês: onde está o favorecimento?", afirmou.
O ex-governador disse ainda que não conhece o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e negou qualquer relação com ele.
"Não conheço e não tenho nenhuma relação com esse tal Vorcaro. Essa semana tentaram fabricar uma fake news nesse sentido e isso já foi desmentido por um documento oficial emitido pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro."
Sem citar nomes, Mauro acusou um adversário político de tentar influenciar investigações para desgastar sua imagem durante o período eleitoral.
"Tenho ouvido nos bastidores da política que o ex-governador, que também é candidato ao Senado, tem andado por Brasília usando da sua influência no Ministério Público Federal, junto com alguns políticos aqui de Mato Grosso, para criar algum tipo de operação, algum tipo de situação para tentar me prejudicar."
Na reta final do vídeo, Mauro relembrou uma investigação da qual foi alvo em 2014, quando era prefeito de Cuiabá, e afirmou que o caso acabou arquivado.
"Dois anos depois, um parecer da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e da Justiça arquivou tudo. Mas aquilo me causou grandes danos e transtornos. O que eles estão tentando de novo é aplicar esse golpe para tentar me prejudicar."
Ao encerrar a manifestação, o ex-governador afirmou confiar na Justiça e disse que continuará sua pré-campanha.
"Eu acredito em Deus, acredito na seriedade da grande maioria do Ministério Público e da grande maioria do Judiciário brasileiro. Nenhuma mentira ou tentativa de maldade vai tirar de mim e da minha esposa, Virgínia, o propósito de continuar trabalhando e ajudando o nosso Mato Grosso."
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