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Política Sexta-feira, 26 de Junho de 2026, 10:13 - A | A

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LIMITADO POR TAC

Abilio pede apoio do MP e do Judiciário para retirar moradores de rua da região da Rodoviária

Prefeito afirma que TAC limita atuação da Prefeitura e defende ação conjunta com Judiciário e Governo do Estado para realocar pessoas em situação de rua

BIANCA MORTELARO e GABRIEL BARBOSA
Da Redação/ Do Local

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quinta-feira (25) que precisa do apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário para avançar em ações voltadas à retirada de moradores em situação de rua da região da Rodoviária da Capital. Segundo o gestor, a Prefeitura presta assistência social e oferece atendimento à população vulnerável, mas está limitada por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público.

Durante entrevista coletiva, Abilio disse estar preocupado com as condições em que essas pessoas vivem, especialmente no túnel localizado nas proximidades da Rodoviária. Conforme o prefeito, equipes da Assistência Social têm intensificado o atendimento no local, com distribuição de cobertores e alimentação quente durante o período de baixas temperaturas.

Apesar das ações sociais, o prefeito defendeu uma atuação conjunta entre Município, Ministério Público, Judiciário e Governo do Estado para retirar as pessoas da área e encaminhá-las para locais considerados mais adequados.

Segundo Abilio, além da questão social, o problema envolve saúde pública e segurança. Ele afirmou que o local não possui estrutura de saneamento básico, o que, na avaliação da Prefeitura, aumenta os riscos sanitários para quem permanece na região.

O gestor destacou que, no início da administração, chegou a realizar visitas técnicas ao local com representantes do Judiciário e do Ministério Público. No entanto, afirmou que, após a assinatura do TAC, a Prefeitura passou a ter limitações para promover mudanças na área sem respaldo dos demais órgãos.

Abilio reforçou que a proposta da administração municipal não é apenas desocupar o espaço, mas oferecer alternativas para que as pessoas possam ser encaminhadas a ambientes mais adequados, inclusive com acesso à rede de assistência e, quando necessário, tratamento para dependência química. Segundo ele, sem uma atuação integrada entre os órgãos competentes, o Município não pode adotar medidas unilaterais.

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