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Justiça Sexta-feira, 26 de Junho de 2026, 10:37 - A | A

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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026, 10h:37 - A | A

'CONCLUSÕES ANTECIPADAS'

Defesa de assessora jurídica exonerada do TJMT contesta acusações

Nota afirma que a assessora exonerada não cometeu ato ilícito e que a investigação ainda está em fase inicial, devendo ser analisada com contraditório e ampla defesa

ANDRÉ ALVES
Da Redação

A defesa da assessora jurídica exonerada Mhayra Alves Pacheco Abes divulgou, nesta sexta feira (26), uma nota de esclarecimento após ela se tornar alvo da Operação Falsa Vantagem, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. O escritório de advocacia afirma que Mhayra “não praticou qualquer ato ilícito, tampouco participou de conduta destinada à obtenção de favorecimento indevido perante órgãos do Poder Judiciário”.

A manifestação ocorre um dia depois de o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmar sua exoneração imediata do gabinete do desembargador Juvenal Pereira da Silva, onde atuava como Assessora Jurídica de Desembargador I.

O documento reforça que ela exercerá plenamente seu direito de defesa e que “a completa apuração dos fatos demonstrará a inexistência de qualquer responsabilidade que lhe possa ser atribuída”.

A assessora é apontada pela Polícia Civil como o principal elo de um grupo suspeito de prometer influência sobre decisões judiciais em troca de pagamentos. Segundo as investigações conduzidas pela GCCO e pela Draco, o grupo teria cobrado R$ 150 mil de familiares de um condenado com a promessa de anular uma sentença. Além de Mhayra, um advogado, bacharéis em Direito e um policial penal também foram alvos da operação.

O TJMT informou, em nota divulgada na quinta-feira (25), que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que, ao ser informado da possível participação da servidora, o desembargador Juvenal Pereira determinou sua exoneração imediata. O magistrado declarou não ter qualquer conhecimento prévio sobre os fatos investigados e manifestou confiança no trabalho das autoridades. A corte reiterou ainda seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência.

A defesa de Mhayra, por sua vez, destacou que as informações divulgadas até o momento “decorrem de investigação ainda em curso e serão submetidas ao contraditório e à ampla defesa, garantias constitucionais indispensáveis ao pleno esclarecimento da verdade”. O texto também ressalta que a simples instauração de investigação “não autoriza conclusões antecipadas acerca da responsabilidade de qualquer pessoa”.

O escritório afirma que, em respeito ao sigilo do procedimento e à atuação das autoridades, não prestará novos esclarecimentos por ora.

LEIA MAIS: Desembargador exonera assessora investigada por suposto esquema de venda de influência no TJMT

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A defesa da Sra. Mhayra Alves Pacheco Abes tomou conhecimento da investigação conduzida pelas autoridades competentes e esclarece que sua cliente não praticou qualquer ato ilícito, tampouco participou de conduta destinada à obtenção de favorecimento indevido perante órgãos do Poder Judiciário.

A investigada exercerá plenamente seu direito de defesa e apresentará, no momento oportuno, todos os esclarecimentos necessários, confiante de que a completa apuração dos fatos demonstrará a inexistência de qualquer responsabilidade que lhe possa ser atribuída.

As informações até o momento divulgadas decorrem de investigação ainda em curso e serão submetidas ao contraditório e à ampla defesa, garantias constitucionais indispensáveis ao pleno esclarecimento da verdade. A instauração de investigação, por si só, não autoriza conclusões antecipadas acerca da responsabilidade de qualquer pessoa.

Em respeito ao sigilo do procedimento investigatório e à própria atuação das autoridades competentes, a defesa não prestará esclarecimentos adicionais neste momento.

Cuiabá (MT), 26 de junho de 2026.

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