O analista Adam Jonas, do Morgan Stanley, estima que o foguete reutilizável Starship realizará cerca de 50 lançamentos em 2027, número que pode chegar a 6 mil em 2040. Nesse cenário, a SpaceX colocaria em órbita cerca de 600 mil toneladas métricas em um único ano, mais de dez vezes o total lançado pela humanidade ao longo da história, exigindo uma frota superior a 200 Starships e aproximadamente 8 mil motores.
O principal diferencial do Starship é a redução do custo de acesso ao espaço, de milhares para centenas de dólares por quilograma transportado, tornando economicamente viáveis operações em larga escala.
Outro ponto destacado por analistas é a estrutura produtiva da empresa. A SpaceX fabrica internamente cerca de 90% de seus componentes, enquanto fabricantes tradicionais, como a Boeing, dependem de fornecedores para aproximadamente 60% das peças. Segundo Ken Herbert, da RBC, essa integração vertical reduz gargalos e acelera a expansão da capacidade produtiva.
Após visitar a fábrica da empresa em Starbase, no Texas, Herbert afirmou que o nível de automação e industrialização é diferente de tudo o que já viu e comparou a instalação a um passo rumo ao futuro. Embora reconheça que atrasos são inevitáveis em projetos dessa magnitude, o analista considera que, se os planos forem executados, o resultado será "sem precedentes".
Herbert recomenda compra para as ações da SpaceX, com preço-alvo de US$ 225, enquanto Jonas projeta US$ 300. O consenso de mercado aponta preço-alvo médio de US$ 242, equivalente a um valor de mercado próximo de US$ 3,2 trilhões.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
(Com Agência Estado)
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