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Política Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 15:09 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 15h:09 - A | A

BOLA PRA FRENTE

“Erramos no candidato”, diz Júlio Campos sobre derrota de Flávio Bolsonaro

Júlio avaliou que o erro da direita começou na escolha de Flávio Bolsonaro como presidenciável

RAYNNA NICOLAS E BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

HNT

JÚLIO CAMPOS

O deputado estadual Júlio Campos (UB) atribuiu a derrota da direita nas eleições presidenciais à escolha do candidato. Segundo Júlio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) era o candidato natural da direita, mas por "questões pessoais" o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) elegeu o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa. Neste domingo (25), Flávio perdeu para o adversário, Lula (PT), que se reelegeu pela quarta fez com uma diferença de quatro milhões de votos. 

"Significa que realmente erramos no candidato, mas bola para frente e agora vamos formar uma nova liderança e confiar que o Congresso Nacional eleito, que a grande maioria é de centro-direita, faça um bom trabalho, mas também que não atrapalhe o novo governo", minimizou Júlio.

O deputado afirmou, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (28), que tentou advertir lideranças regionais e nacionais do PL sobre a habilidade do PT e do campo progressista em mobilizar a militância e conseguir reverter o resultado das urnas no primeiro turno, quando Flávio saiu à frente de Lula. 

"O povo brasileiro, entre 4 de outubro e 25, resolveu mudar e deu um ganho de causa para o candidato do PT, Luiz Inácio da Silva, que nós temos que reconhecer como legitamente reeleito para mais um mandato. Não era o que eu queria, mas a gente tem que reconhecer que a democracia é isso, ganha e perde. Eu já disputei dez eleições, ganhei sete e perdi três. É normal na política", falou. 

Apesar de defender que o problema começou já na escolha do candidato, Júlio apontou outros problemas, como o desempenho de Flávio nos debates. O parlamentar também desconstruiu o discurso de que a prorrogação do horário de votação por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenha beneficiado Lula ao ponto de mudar o resultado das eleições. O argumento é encampado por parte da extrema-direita para deslegitimar a eleição do petista pela quarta vez. 

"Essa história de que provocou mais duas horas, mas dizem os entendidos que essas duas horas que foram provocadas, das 17 para 19 horas, apenas 35, 50 mil eleitores votaram, o que não mudaria o resultado de uma diferença de 4 milhões e pouco", ponderou Júlio. 

Flávio Bolsonaro terminou o segundo turno com 59,8 milhões de votos e, ainda no domingo, foi alvo de decisão judicial que determinou o recolhimento de seus passaportes devido a investigações sobre casos de corrupção e lavagem de dinheiro. Na terça-feira, Flávio descumpriu a ordem e deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos.

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