Em relação à inflação, o Fed preservou a afirmação de que ela permanece elevada, mas alterou a sinalização sobre a política monetária. Em setembro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) afirmava que a elevação dos juros anunciada naquela reunião contribuiria para um retorno mais rápido da inflação à meta de 2%.
Agora, destaca que o "acúmulo de mais informações" ajudará a determinar a postura monetária apropriada para assegurar a convergência dos preços à meta.
A votação também revelou uma mudança em relação à reunião anterior. Após a decisão unânime de setembro, por 12 votos a zero, a manutenção dos juros em outubro foi aprovada por 10 a 2.
Lisa Cook e Beth Hammack divergiram da maioria e defenderam uma elevação de 25 pontos-base nas taxas.
Desemprego
O Federal Reserve afirmou ainda que a geração de empregos tem acompanhado o crescimento da força de trabalho, com a taxa de desemprego apresentando pouca variação, e que a inflação permanece elevada, em comunicado que trouxe a manutenção dos juros.
No texto, o BC norte-americano destaca que a atividade econômica está em "expansão a um ritmo forte" e, embora a incerteza permaneça elevada - em parte, devido a desdobramentos geopolíticos -, os gastos domésticos têm se mostrado resilientes. "O crescimento da produtividade é expressivo, e o investimento em capital, robusto", acrescentou o Fed.
Em relação ao futuro dos juros americanos, o Fed ressaltou que o acúmulo de mais informações ajudará o Comitê Federal de Mercado Aberto a definir a postura de política monetária adequada "para garantir o retorno, em tempo hábil, da inflação à meta de 2%".
O Fed reiterou o compromisso com a estabilidade de preços.
(Com Agência Estado)
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