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Política Sexta-feira, 05 de Junho de 2026, 11:20 - A | A

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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026, 11h:20 - A | A

VEJA VÍDEO

Empresário acusado de perseguir dirigente do Novo cita briga de trânsito e relembra trauma político

Carlos Eduardo Caleman gravou vídeo afirmando que desentendimento começou após quase sofrer colisão; empresário nega ser filiado ao PT e registrou B.O. por difamação

BIANCA MORTELARO
Da redação

O empresário Carlos Eduardo Caleman, citado como o autor da perseguição ocorrida em Rondonópolis (cerca de 215 km de Cuiabá) envolvendo Raquel Mattei, presidente municipal do partido Novo, divulgou um vídeo nesta quinta-feira (4) para apresentar sua versão sobre o incidente. Caleman nega que tenha perseguido a dirigente por razões ideológicas, sustentando que o episódio envolveu um desentendimento de trânsito após quase sofrer uma colisão na Avenida Lions Internacional.

A líder partidária, por sua vez, alega ter sido vítima de uma perseguição deliberada motivada por um adesivo de um pré-candidato. O empresário, apesar de negar a motivação política, relembrou os reflexos emocionais que sofreu depois de ter sido associado a listas de boicote que seus estabelecimentos sofreram desde as eleições de 2022.

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Em sua fala, Caleman detalhou que o conflito começou quando o veículo de Raquel, supostamente conduzido por alguém ao celular, quase atingiu seu carro.

"Eu não fui atrás, eu não persegui a dona Raquel Mattei por causa da política, ou por causa de qualquer desavença política. Eu fui atrás dela para saber por que aconteceu aquilo. Quase que ela bateu no meu carro", afirmou o empresário.

Ele relata que, ao gesticular para a condutora, iniciou-se uma troca de ofensas mútuas que o remeteram a traumas passados.

"Na hora que aconteceu, me remeteu ao passado. Essa lista que fizeram, logo após as eleições de 2022, dizendo para não comprar... porque essas lojas eram petistas", desabafou, referindo-se a mensagens que circulavam na cidade pedindo a exclusão de comerciantes com ideologia partidário de esquerda.

O empresário enfatizou que não possui filiação partidária e que apenas deseja o direito de trabalhar. "Eu só penso diferente deles politicamente e ideologicamente. E eu acho que tem que ser respeitado por isso", declarou Caleman, ressaltando que 15 famílias dependem de suas lojas, que atualmente estão fechadas.

Paralelamente, o diretório municipal do PT de Rondonópolis emitiu nota negando qualquer vínculo com Caleman e repudiando o uso do episódio para gerar engajamento político.

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Ele ainda descreveu Raquel como uma "pessoa formidável" e cliente de sua loja, negando qualquer intenção prévia de agredi-la. "Não tem motivo nenhum para fazer isso. Absolutamente nenhum. Volto a repetir, foi um acidente de trânsito. Que eu quase poderia ter sido pior".

Ao concluir o registro em vídeo, Carlos declarou que realizou um Boletim de Ocorrência, assim como a Raquel Mattei, reforçando sua versão aos fatos.

“Eu e o meu advogado fizemos um boletim de ocorrência (...) Eu volto a repetir. Nós queremos paz, a gente não quer ódio. O ódio não está no nosso coração”, finalizou.

Em nota, a Polícia Civil confirmou o registro por parte do empresário, nesta quinta-feira (4), de um boletim de ocorrência de natureza calúnia, injúria e difamação.

A reportagem tentou contato, novamente, com o empresário, e até o momento não obteve retorno. O espaço segue aberto.

OUTRO LADO

A versão da presidente do Novo, entretanto, descreve outro cenário. Raquel Mattei relatou ao HNT que foi encurralada por cerca de quatro quilômetros e que o condutor da caminhonete tentou colidir propositalmente contra seu carro diversas vezes.

Segundo ela, o agressor proferiu xingamentos de baixo calão e gritos, demonstrando fúria especificamente ao notar o adesivo do pré-candidato Vinícius Santana (Novo) em seu veículo.

"Simplesmente foi por intolerância a um adesivo no meu carro. Ele me xingou, ele me humilhou, ele fez tudo isso por intolerância política", afirmou a empresária, que registrou ocorrência por ameaça e injúria.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

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