Recente documento nacional de meu partido - PCdoB - ressalta que o cenário atual é de uma disputa política/eleitoral entre dois caminhos antagônicos: o da afirmação da soberania nacional, o que lhe permitirá abrir espaço para um novo ciclo de desenvolvimento soberano, preservando e ampliando a democracia, melhorando fortemente a vida do povo, e o retorno do bolsonarismo, da extrema-direita e os setores a ela associados, com um programa de traição nacional, de regressão neoliberal e neocolonial, sob uma ordem autoritária, com degradação social e cultural crescente. Recente documento nacional de meu partido - PCdoB - ressalta que o cenário atual é de uma disputa política/eleitoral entre dois caminhos antagônicos: o da afirmação da soberania nacional, o que lhe permitirá abrir espaço para um novo ciclo de desenvolvimento soberano, preservando e ampliando a democracia, melhorando fortemente a vida do povo, e o retorno do bolsonarismo, da extrema-direita e os setores a ela associados, com um programa de traição nacional, de regressão neoliberal e neocolonial, sob uma ordem autoritária, com degradação social e cultural crescente.
A síntese desse antagonismo se expressa nas pré-candidaturas do presidente Lula e de Flávio Bolsonaro, serviçal de Donald Trump, ungido pelos banqueiros, pelo capital financeiro e por setores da burguesia agroindustrial.
Nosso entendimento é que disputa será acirrada. Para PCdoB, a campanha de Lula deve ser à base de uma ampla composição política, social, econômica, cultural, a construção de uma larga frente, impulsionada pela mobilização popular, em defesa de quatro bandeiras: soberania nacional, democracia, desenvolvimento e valorização do trabalho.
Mesmo considerando que o confronto será duro, o PCdoB está convicto de que, com muita luta, amplitude e sagacidade, a nação e a classe trabalhadora irão conquistar mais uma vitória com a reeleição do presidente Lula.
Entendo que aqui em Mato Grosso, nossa tarefa central é batalhar pela construção de uma grande frente ampla. Hoje já está bem encaminhada uma articulação da Fe Brasil (PCdoB, PV e PT) com o PSD (do senador Carlos Fávaro), tendo como pré candidato à governadora a Doutora Natasha e a definição do Fávaro a uma das vagas ao Senado.
Há também um bom diálogo, com a federação Rede/PSOL. Mas é preciso ir além, abrindo diálogo com o PSB e o PDT.Para a segunda vaga ao senado, o PCdoB apresentou o nome da Professora Patrícia, mas sempre ressaltando que em nenhum momento representará obstáculo para a eventual ampliação da chapa majoritária, mediante a incorporação de novas forças políticas que a Federação Brasil da Esperança e seus aliados apresentarão nas eleições deste ano, fortalecendo, assim, o palanque do presidente Lula em Mato Grosso.
A meu juízo, a vinda do PSB, trará um simbolismo bastante significado: é o partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, figura política que dialoga muito bem com certos segmentos “centristas”, exatamente a parte do eleitorado que irá definir a eleição, ante a uma polarização consolidada entre apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro.
Vejo como alvissareira a recente postura do senador Carlos Fávaro, que já teve sérias divergência com Pedro Taques (quando este era governador), admitindo uma aliança com o PSB, tendo Pedro Taques como dobradinha ao Senado. Isso demonstra uma posição de quem está disposto a fazer a grande política em prol do futuro do Brasil e de Mato Grosso.
(*) MIRANDA MUNIZ é agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça avaliador federal e dirigente estadual do PCdoB.
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