Política Quarta-feira, 25 de Maio de 2011, 15:30 - A | A

Quarta-feira, 25 de Maio de 2011, 15h:30 - A | A

REAÇÃO

Dorileo sugere ao Ministério Público reabertura do caso Cooperlucas

Dono do Grupo Gazeta de Comunicação ironiza nota da Associação Nacional dos Procuradores da República

DA REPORTAGEM

Arquivo
Empresário dono do Grupo Gazeta reage com ironias à nota publicada pela Associação Nacional dos Procuradores
“Se os procuradores (da República) são tão zelosos, por que eles não reabrem o caso Cooperlucas?”.

“Se os procuradores (da República) são tão zelosos, por que eles não reabrem o caso Cooperlucas?”.

 

 Com esta pergunta, o empresário João Dorileo Leal, superintendente do Grupo Gazeta de Comunicação, reagiu à nota publicada pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) em que repudia críticas dele à atuação do Ministério Público em Mato Grosso, que o denunciou em suposta lavagem de dinheiro do jogo do bicho.

Dorileo Leal se refere ao escândalo descoberto pela Policia Federal em 1999 na Cooperativa de Lucas do Rio Verde (Cooperlucas). Na época, foram desviados R$ 200 milhões por meio de operações fraudulentas em Aquisições do Governo Federal (AGF) e Empréstimos do Governo Federal (EGF), além do desvio de grãos que deveriam ser entregues à União para amortizar dívidas contraídas no Banco do Brasil.

Para acirrar ainda mais os ânimos, Dorileo Leal provoca, em entrevista por telefone ao Hipernotícias: “Ele (Pedro Taques (atual senador pelo PDT) era o procurador na época do escândalo (da Cooperlucas). Até agora quase ninguém foi punido”.
 
O empresário afirma que na denúncia contra ele teve participação de pessoas com ‘livre acesso’ ao Ministério Público Federal, mas não citou o nome do senador.

Dorileo voltou a afirmar que a ação dos promotores federais nada mais foi que “requentar um negócio de 9 anos atrás”.  “Todos sabem que é interesse político. Estive lá (na Procuradoria, em 2002) e o negócio (depoimento) foi de um jeito. Agora é de outro?”, alega o empresário, que deve se lançar candidato à Prefeitura de Cuiabá em 2012.

O superintendente do Grupo Gazeta afirma que vai esperar pela Justiça Federal, que no dia 20 de maio recebeu a denúncia feita pelo MPF. “Vamos para Justiça e lá o negócio é sério”.

Ainda sobre a nota da ANPR, Dorileo reagiu com uma frase popular: “Quem não deve, não teme”.

Leia aqui a nota da Associação assinada pelo procurador da República Alexandre Camanho, presidente da entidade.

DENÚNCIA

João Dorileo Leal foi denunciado pelo Ministério Público Federal no dia 12 de maio. Oito dias depois, ele teve a denúncia aceita na Justiça Federal, no processo que passou a tramitar na 7ª Vara Criminal, onde o juiz Paulo Sodré é titular.

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia o contra Dorileo por suposto envolvimento com o esquema de lavagem de dinheiro oriundo do jogo do bicho comandando por João Arcanjo Ribeiro, preso em Campo Grande. O processo não está em segredo de justiça, mas não pode ser divulgado por conter relatório de bancos - autorizados pela Justiça - sobre movimentação financeira de Dorileo. A divulgação de dados é vetada.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, a investigação identificou que Dorileo teria auxiliado a organização criminosa a 'lavar' dinheiro fruto das atividades ilícitas.

Num período de 15 dias, em agosto de 2002, ele recebeu um total de R$ 2,5 milhões das empresas Confiança Factoring, One Factoring e Cuiabá Vip Fomento, todas as empresas de propriedade de João Arcanjo Ribeiro, tendo plena consciência de que tais valores eram oriundos de crime.

Com intenção de dissimular a procedência ilegal do dinheiro, Dorileo, que recebeu o montante dividido em vários cheques, fazia o saque na boca do caixa, depositava em contas bancárias pessoais ou do grupo de comunicação em pequenos valores bancários que não chamam a atenção e escaparam às normas administrativas de controle, impostas às instituições financeiras.

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