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Política Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026, 11:52 - A | A

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026, 11h:52 - A | A

PROTEÇÃO À MULHER

Buzetti critica Galvan por questionar feminicídio: “impossível que não entenda”

Candidata do PP rebateu questionamentos do adversário sobre a diferenciação entre homicídio e feminicídio durante confronto veiculado em debate

BIANCA MORTELARO
Da redação

Bianca Mortelaro/HNT

Margareth Buzetti

A candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP) afirmou que “chega a ser hilário” o adversário Antônio Galvan (Avante) questionar a diferenciação entre feminicídio e homicídio. A declaração ocorreu após o confronto entre os dois durante debate promovido pelo portal Primeira Página, na última quinta-feira (10), quando a legislação de proteção às mulheres e o endurecimento das penas para crimes de violência de gênero estiveram entre os principais pontos de divergência.

A crítica de Buzetti veio após Galvan voltar a questionar o chamado Pacote Antifeminicídio, sancionado em 2024, que transformou o feminicídio em crime autônomo e aumentou as penas para assassinatos cometidos contra mulheres em razão da condição do sexo feminino. A candidata, que participou da articulação da proposta no Senado, rebateu o argumento do adversário durante o debate.

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Ao defender a necessidade de diferenciar os crimes, Buzetti afirmou que a distinção está relacionada às circunstâncias e à motivação da violência, e não apenas ao sexo da vítima. Para ela, não seria razoável que alguém que acompanha o debate sobre a legislação desconhecesse essa diferença.

“É impossível que um homem como o Galvan não entenda o que é isso. Pra mim chega a ser, assim, hilário uma coisa dessas, porque não é possível que uma pessoa em sã consciência não consiga entender qual é a diferença de um feminicídio para um homicídio de mulher, ou um estupro, ou uma tentativa de estupro com morte”, declarou Margareth em coletiva de imprensa nesta terça-feira (15).

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A candidata criticou a posição do adversário e mencionou situações de violência contra mulheres para reforçar seu argumento. Buzetti, no entanto, fez uma ressalva ao citar a possibilidade de alguém próximo a Galvan ser vítima desse tipo de crime.

“Talvez, se um dia tiver alguém na família dele, espero que não aconteça, talvez ele vai entender melhor. É horrível essa fala, é horrível”, afirmou.

Buzetti também argumentou que a diferença entre feminicídio e outros crimes violentos é compreendida pelas próprias mulheres e citou o assassinato de Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, ocorrido em Londrina (PR), para exemplificar casos em que a violência contra a vítima teria relação com tentativa de violência sexual.

“Se você perguntar para alguns homens desinformados, eles podem até não entender. Mas pergunte pra uma mulher se ela não sabe o que é um feminicídio. Ela sabe. Você veja que foi sábado, uma menina de 21 anos foi morta em Londrina no seu primeiro dia de trabalho por um cara também de 21 anos, um desgraçado, um vagabundo. Porque quis estuprá-la e ela resistiu”, disse.

ENTENDA

Galvan defendeu que a legislação penal não deveria estabelecer tratamento diferente para crimes de homicídio conforme o sexo da vítima. Durante o debate, o candidato argumentou que homens e mulheres devem receber a mesma proteção penal e questionou se o aumento das penas para feminicídio teria produzido os resultados esperados.

O empresário também afirmou reconhecer que mulheres podem estar em situação de maior vulnerabilidade em relacionamentos, mas contestou a adoção de penas diferenciadas como mecanismo de combate à violência.

Buzetti, por outro lado, defende a manutenção do feminicídio como crime autônomo e sustenta que a legislação deve considerar o contexto de violência de gênero. Durante o debate, ela citou ainda o caso de Emily Bispo, morta em Cuiabá em 2023 na presença do filho de três anos, como exemplo da necessidade de punições mais rigorosas para crimes dessa natureza.

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