Política Sábado, 27 de Agosto de 2011, 10:24 - A | A

Sábado, 27 de Agosto de 2011, 10h:24 - A | A

DEMORA

Advogados de prefeito, vice e vereadores acusados de crime pedem leitura de 5.583 páginas

Processo de cassação de Ladeia (foto), Jaconias e parlamentares deve durar mais de uma semana; comissão vai trabalhar até nos fins de semana

 

Divulgação

Jaconias (esquerda) e Ladeia são acusados de desviar R$ 2 milhões em recursos federais

 

As defesas do prefeito afastado de Tangará da Serra, Júlio Ladeia (PR), do vice José Jaconia (PT) e ainda de outros quatros vereadores, todos acusados de desvio de dinheiro público, escolheram 5.583 páginas para serem lidas no plenário. O conteúdo faz parte da ação do Ministério Público Estadual.

O presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Henrique Barbosa (PTB), determinou que o corpo jurídico da Casa analisem as páginas para fazer triagem das que já foram lidas. Os trabalhos, que foram interrompidos às 22h de sexta-feira (26) e retomados às 7h deste sábado, continuam no fim de semana.

O encerramento de leituras das páginas do MPE está previsto para quinta-feira, 1º de setembro. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, ainda falta ler o relatório da Comissão Processante da Câmara.

Em toda a documentação há relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público (MPE) e até Polícia Federal que apontaram falhas que comprometem a gestão de Ladeia e a atuação dos vereadores Haroldo Lima, Paulinho Porfírio, Celso Ferreira e Genilson Kezomae.

Conforme o parlamentar petebista a imagem da Câmara está sendo protegida com a forma como está sendo conduzido mais esse escândalo político em Tangará.

“A Câmara está usando suas prerrogativas de fiscalizar e também responsabilizaremos após a conclusão dos trabalhos e estamos atentos para não permitirmos que se faça circo aqui e nem que usem politicamente essa situação e isso estamos fazendo sem cercear a defesa dos acusados”, garantiu Luiz Henrique Barbosa.

DESVIO DE DINHEIRO

O prefeito Júlio César Ladeia, o vice José Jaconias, e os vereadores Haroldo Lima, Paulinho Porfírio, Celso Ferreira e Genilson Kezomae, todos afastados dos cargos, são acusados de desviarem dinheiro público em contratos firmados com a Oscip Idheas. O esquema foi descoberto pela Polícia Federal, durante a operação Higeya, realizada em abril de 2010.

A Polícia Federal prendeu 26 pessoas em Tangará da Serra, Cuiabá e outros municípios como Cuiabá; Cáceres; Pontes e Lacerda; Sinop; Canarana e Santo Antônio do Leverger, além de Rondônia, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal.

A acusação é de superfaturamento em contratos com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Em Tangará, o prejuízo ao cofre público, na época, foi estimado em R$ 2 milhões.

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