A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), se posicionou sobre o futuro da cadeira ocupada por Chico 2000 (sem partido), alvo da Operação Gorjeta nesta semana. Em nota oficial enviada à imprensa, Calil adotou um tom de cautela extrema, sinalizando que o Legislativo não terá pressa em convocar o suplente.
O ponto central da nota reside na diferenciação jurídica entre o afastamento determinado pela Justiça e a saída definitiva de um parlamentar. Segundo a assessoria jurídica da Casa, como a decisão judicial tem caráter cautelar e temporário, ela não se enquadra nas hipóteses de licença parlamentar previstas no Regimento Interno, nem abre, neste momento, uma vaga imediata.
"A situação segue sendo analisada com máxima cautela para evitar qualquer medida precipitada que possa comprometer a estabilidade institucional", afirma o texto assinado pela presidência.
A decisão final sobre como a Câmara lidará com a ausência de Chico 2000 deve ser oficializada apenas na próxima segunda-feira (02), data que marca o fim do recesso parlamentar e a retomada dos trabalhos em plenário. Até lá, Paula Calil mantém o diálogo com o corpo jurídico para garantir que o Poder Legislativo não tome medidas que possam ser revertidas judicialmente.
DESSA VEZ FOI DIFERENTE
Em abril de 2025, em decorrência da Operação Perfídia, Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), foram afastados pela Justiça. E em cerca de 10 dias, os suplentes Fellipe Corrêa (PL) e Gustavo Padilha (PSB), assumiram as vagas.
O retorno dos dois ao cargo, após uma longa queda de braço judicial, só foi autorizada em setembro do ano passado.
OPERAÇÃO GORJETA
A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflarou na última segunda-feira (29) a Operação Gorjeta. A investigação mapeou o destino final de parte do dinheiro supostamente desviado da Câmara Municipal.
Apenas entre 2022 e 2025, Chico 2000 destinou R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para o Instituto Brasil Central (IBRACE). O recurso deveria financiar eventos como a "Corrida do Legislativo".
Porém, de acordo com informações coletadas nos celulares de Chico e de outros investigados mostram que parte dos valores encaminhados à entidade foram devolvidos, o que leva a denominação de "gorjeta".
LEIA MAIS: Obra de R$ 20 mil em pousada expôs suposto esquema de emendas de Chico 2000
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