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Justiça Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016, 09:41 - A | A

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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016, 09h:41 - A | A

OPERAÇÃO RÊMORA

Testemunha que gravou leilão de licitações na Seduc diz que Guizardi ameaçava empresários

JESSICA BACHEGA

A juíza Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal, interroga na tarde desta quinta-feira (10), testemunhas arroladas no processo derivado da Operação Rêmora, que investiga fraudes em licitações da Secretaria de Educação (Seduc).

 

Reprodução/VEJA

operação remora

 

O caso levou empresários e o então secretário titular da Pasta, Permínio Pinto, para a cadeia em julho deste ano.

 

Arrolado pelo Ministério Público do Estado (MPE) como testemunha no processo da Operação Rêmora, o empresário José Carlos Pena da Silva, dono da BRB Construtora, diz que também foi aliciado pelo réu Giovani Guizardi para fazer parte do esquema.

 

Guizardi é apontado como líder do núcleo de empresários envolvidos nas fraudes.

 

A testemunha narra que alguns empresários tinham muita dificuldade em receber os pagamentos da Seduc enquanto outros tinham facilidade.  Certa vez, conta, foi chamado por Fábio Frigeri, líder dos servidores públicos envolvidos, para uma reunião com Guizardi e outros empresários, na empresa Dínamo, propriedade deste último.

 

No local, o réu disse que o método de trabalho tinha mudado e que ele tinha muitas facilidades junto ao "patrão" para acelerar os recebimentos,  porém precisava de uma contrapartida dele de 5% para intermediar o recebimento.

 

"Eu achei absurdo e não entrei. Meu dinheiro estava comprometido. Não tinha como dar dinheiro para eles", disse no depoimento.

 

José Carlos afirma que foi cobrado por várias vezes via mensagem e telefonema para que pagasse os valores. Segundo ele, alguns empresários foram ameaçados, caso não pagasse o valor pedido não teriam "vez" nas licitações da Seduc.

 

Em uma segunda reunião a testemunha disse que gravou as negociações e na filmagem, usada pelo Ministério Público, é possível ver Guizardi falando dos valores e informando que em vez de 5% seria cobrado 3% do valor a ser recebido pelos empresários.

 

Ele cita também que em uma das reuniões com Guizardi viu documentos de sua empresa com o réu.  "Ele [Guizardi] tinha toda a vida da minha empresa na gaveta.  Sabia valores e datas do que eu tinha que receber", conta. 

 

João Carlos diz que a iniciativa de gravar o encontro foi orientação do Gurpo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco.  Quando Guizardi marcou com ele, a testemunha já havia colocado o aparelho de gravação fornecido.

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