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Justiça Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 15:42 - A | A

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 15h:42 - A | A

OPERAÇÃO SHOWDOWN

STF mantém prisão de genro de Angeliquinha, líder do CV no Nortão de Mato Grosso

Cristiano Zanin rejeitou habeas corpus de Guilherme Henrique Laureth da Silva, investigado por lavagem de dinheiro e apontado como integrante do esquema ligado à família da suposta operadora financeira do Comando Vermelho

DA REDAÇÃO
Da Redação

Reprodução

Guilherme Henrique Laureth da Silva

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta quarta-feira (14), habeas corpus para Guilherme Henrique Laureth da Silva e manteve a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia rejeitado analisar um recurso contra a prisão preventiva do investigado na Operação ShowDown, em Mato Grosso. Ele é genro de Angeliquinha, líder do Comando Vermelho (CV) na região norte do estado, que ficou foragida mais de um ano e foi presa na Bolívia no final de setembro.

Guilherme está preso desde 5 de março de 2026 por decisão da Justiça de Mato Grosso. Ele é investigado por suposta participação em organização criminosa e por lavagem de capitais. Já sua esposa, Kauany Beatriz obteve prisão domiciliar por, na época, estar gestante e ter filho menor de 12 aos.

A defesa contestou a legalidade da prisão e alegou ausência de fundamentação individualizada para a custódia, fragilidade dos elementos que o vinculam ao grupo investigado, falta de contemporaneidade do risco cautelar e possibilidade de aplicação de medidas alternativas à prisão.

Após ter o pedido negado pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, os advogados recorreram ao STJ, que não reconheceu o recurso. No STF, a defesa sustentou que o paciente permanecia preso sem que a legalidade da custódia tivesse sido efetivamente examinada na via recursal constitucional própria. Argumentou ainda que o habeas corpus apresentado anteriormente tinha caráter emergencial e não poderia impedir o julgamento posterior do recurso ordinário.

Ao analisar o caso, Zanin afirmou que a decisão do STJ está de acordo com a jurisprudência consolidada do Supremo. Segundo ele, tanto o STF quanto o STJ têm entendimento pacífico de que não é cabível a utilização de novos habeas corpus ou recursos que apenas reproduzam alegações já submetidas ao Judiciário.

“O acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não merece reparos”, escreveu o ministro. Para ele, “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, igualmente, é firme no sentido de ser inviável a impetração de habeas corpus que reproduza as alegações constantes de postulação anterior”.

Com isso, o relator rejeitou o pedido para revogar a prisão preventiva, afastar o entendimento adotado pelo STJ ou determinar novo julgamento do recurso ordinário.

LEIA MAIS: 'Angeliquinha' do CV é presa na Bolívia após mais de um ano foragida

OPERAÇÃO SHOWDOWN
A Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, investiga a família de Angeliquinha, apontada como operadora financeira do Comando Vermelho, atuando na lavagem de dinheiro adquirido com o tráfico de drogas administrado pela facção criminosa.

As investigações apontaram que em 19 meses foram movimentados mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico. O grupo utilizava diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada de setores como calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line.

Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. O pai da líder da facção seria o responsável por gerenciar o garimpo e um bar e prostíbulo próximo à cidade de Nova Bandeirantes. O local também serviria de apoio para extorsões a garimpeiros e tráfico de drogas.

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