A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a júri popular o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., a tiros dentro da casa onde o casal morava, no bairro Praeiro, em Cuiabá. O crime ocorreu em 25 de maio de 2025 na presença dos dois filhos do casal, então com 3 e 5 anos.
Na sentença de pronúncia, a 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher considerou comprovada a materialidade do crime e apontou indícios suficientes de autoria para que Moraes seja julgado pelo Tribunal do Júri. A prisão preventiva do policial também foi mantida.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o policial efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa por volta das 16h40. A vítima foi atingida em órgãos vitais e morreu em decorrência dos ferimentos.
A perícia apontou que a causa da morte foi choque hemorrágico provocado pelos disparos. Um exame de confronto balístico também identificou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional que estava sob responsabilidade do policial.
Testemunhas ouvidas durante o processo relataram que, depois dos disparos, Moraes fugiu com os dois filhos para a casa dos avós paternos. Em depoimento à Justiça, o próprio acusado admitiu ter atirado contra a esposa.
A defesa sustenta que o policial estava sob forte perturbação emocional e apresentava problemas psiquiátricos. No entanto, um laudo psiquiátrico, porém, concluiu que Moraes apresenta Transtorno Psicótico Não Especificado e possui capacidade de entendimento parcialmente preservada. O diagnóstico levou à classificação do acusado como semi-imputável.
LEIA MAIS: Juiz não aceita laudo de insanidade mental e decreta preventiva de PM que matou esposa
Logo após o crime, a defesa havia alegado que Ricker sofria de transtorno depressivo recorrente e tentou evitar que sua prisão em flagrante não fosse convertida em preventiva e pediu um novo exame de sanidade mental. No entanto, o magistrado plantonista recusou o pedido e manteve a prisão do policial militar.
A decisão também manteve as circunstâncias qualificadoras e causas de aumento de pena apontadas pelo Ministério Público. Entre elas estão o feminicídio cometido em contexto de violência doméstica e familiar, o fato de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos filhos e o uso de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da mulher.
Dois anos antes de matar a esposa, Ricker já tinha sido notícia no estado quando atirou e matou um cachorro da raça pitbull. Na versão dele, ele estava com a filha pequena no colo e o animal teria avançado para cima dos dois.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










