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Polícia Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 07:34 - A | A

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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 07h:34 - A | A

OPERAÇÃO EFATÁ

Polícia mira patrimônio de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em MT

Segunda fase da Operação mira patrimônio e recursos de organização investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro; mais de R$ 41 mil foram bloqueados.

DA REDAÇÃO

PJC-MT

OPERAÇÃO EFATÁ

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a segunda fase da Operação Efatá, para cumprimento de mais de 20 ordens judiciais, em continuidade às investigações que apuram um esquema criminoso de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Na operação, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, nove bloqueios de contas bancárias, cinco delas de pessoas jurídicas, dois sequestros de veículos e três sequestros de imóveis, sendo um apartamento e dois terrenos, além do bloqueio de mais de R$ 41,2 mil em ativos financeiros.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias - Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Os mandados são cumpridos em Cuiabá. A operação tem como foco a descapitalização da estrutura criminosa, buscando interromper os fluxos financeiros utilizados para a manutenção das atividades ilícitas e impedir a ocultação ou dissipação de patrimônio.

LEIA MAIS:Polícia cumpre 27 prisões contra facção investigada por tráfico de drogas em MT; veja vídeos

PRIMEIRA FASE

A primeira fase da Operação Efatá foi deflagrada em 3 de dezembro de 2025, após uma longa investigação que identificou movimentações financeiras de grande expressão envolvendo investigados, terceiros e pessoas jurídicas vinculadas ao núcleo sob investigação. Somente um dos investigados apresentou movimentação, entre créditos e débitos, de aproximadamente R$ 295 milhões.

Na ocasião, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, que resultaram na prisão em flagrante de três investigados, além da apreensão de drogas, munições e expressiva quantidade de dinheiro em espécie.

Em dinheiro, foram apreendidos mais de R$ 650 mil, além de cinco veículos automotores, sendo dois deles alcançados por medida de sequestro e três apreendidos durante as diligências. A primeira fase contou com medidas de bloqueio de contas bancárias, sequestro de imóveis e outras cautelares destinadas a atingir a estrutura financeira do grupo investigado.

AVANÇO DAS INVESTIGAÇÕES

A segunda fase da operação foi desencadeada a partir dos elementos apurados após a análise dos materiais apreendidos na primeira fase da Operação Efatá, deflagrada em dezembro de 2025. O aprofundamento das diligências permitiu reunir novos elementos de prova e identificar a liderança do grupo criminoso, subsidiando a representação pelas novas medidas cautelares.

A segunda fase da operação tem como objetivo aprofundar a investigação sobre a estrutura de comando do grupo e atingir seu patrimônio e mecanismos financeiros. As medidas buscam preservar elementos de prova, identificar a estrutura patrimonial e financeira investigada e impedir a movimentação ou dissipação de bens e valores relacionados aos fatos apurados.

INVESTIGAÇÃO FINANCEIRA

Desde o início das investigações, os trabalhos concentram esforços não apenas na identificação dos responsáveis pelos crimes investigados, mas também no rastreamento do caminho percorrido pelos recursos e na identificação do patrimônio relacionado à atividade criminosa.

As apurações da primeira fase apontaram movimentações expressivas por pessoas físicas e jurídicas, inclusive com utilização de terceiros e empresas, além de operações financeiras sem aparente compatibilidade com a capacidade econômica identificada durante a investigação.

O aprofundamento da análise dos elementos obtidos com as buscas permitiu avançar sobre a estrutura do grupo e subsidiou a nova representação apresentada ao Poder Judiciário.

NOME DA OPERAÇÃO

O nome “Efatá”, expressão de origem aramaica que significa “abra-te”, foi escolhido como referência à abertura e revelação de uma estrutura criminosa que, segundo a investigação, utilizava mecanismos financeiros, empresariais e patrimoniais para conferir aparência de legalidade aos recursos movimentados.

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