Arte/HNT

A servidora Maria Aparecida da Silva, 53 anos, e Alessandra do Nascimento Gonçalves, 29 anos, que admitiu ter matado a sogra.
O inquérito da morte da servidora pública Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, contrapõe a versão da nora, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, e aponta que a morte foi planejada pela suspeita. Conforme a investigação, a nora já cogitava o crime na noite anterior e separado um pedaço de madeira que foi levado à casa onde a vítima foi assassinada com golpes na cabeça.
A versão contrasta com o relato inicial de Alessandra, que afirmou à Polícia Civil ter agido em meio ao desespero e sem planejamento. Para os investigadores, no entanto, as circunstâncias do crime indicam uma sequência de ações previamente pensadas.
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Segundo os autos, Alessandra teria se deslocado até a residência da vítima utilizando uma chave à qual tinha acesso e aguardado Maria Aparecida na área dos fundos da casa. O ataque, conforme apontado no processo, consistiu em golpes na cabeça da vítima e, posteriormente, no uso de um fio elétrico no pescoço. A utilização do segundo instrumento teria tido, segundo o delegado Daniel Moura, o propósito de "finalizar" o assassinato.
Após o crime, Alessandra relatou espontaneamente a um policial militar que havia acontecido "uma coisa horrível" com sua sogra e acabou confessando ao ser ouvida na delegacia.
Ao analisar o caso, o juiz substituto Nelson Luiz Pereira Júnior destacou que os elementos apresentados indicam a autoria do crime por Alessandra, por isso, ele decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva.
"A combinação desses elementos, preparação prévia, espera da vítima, repetição de atos executórios e utilização sucessiva de meios potencialmente letais, constitui dado concreto apto a revelar, nesta fase, risco à ordem pública e a necessidade de contenção cautelar", afirmou Pereira Júnior.
RELEMBRE O CASO
Maria Aparecida foi encontrada morta nos fundos da residência na manhã de sábado (22), após um vizinho ouvir gritos de socorro da vítima. A Polícia Militar foi acionada por volta das 6h30 e encontrou Maria caída no chão, com grande quantidade de sangue.
A nora da servidora, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, estava ao lado da vítima. A suspeita confessou a autoria do crime. Maria Aparecida morreu com pauladas na cabeça e um pedaço de fio de energia foi usado por Alessandra, conforme o inquérito, para "garantir" que a servidora estava morta.
A suspeita foi presa em flagrante. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva por entender que Alessandra oferecia "risco a sociedade".
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