A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta segunda-feira (24), um homem de 43 anos de idade investigado por uma sequência de agressões físicas, violência sexual, ameaças e violência psicológica contra a companheira, de 54 anos, em Poxoréu (a 265 Km de Cuiabá). Segundo a investigação, os episódios teriam ocorrido ao longo de aproximadamente cinco anos de relacionamento e se intensificado após uma reconciliação do casal.
O mandado de prisão foi cumprido depois que o investigado compareceu à Delegacia de Polícia de Poxoréu acompanhado de um advogado. A ordem havia sido decretada pela Justiça após a Polícia Civil apontar a gravidade das denúncias e o risco à integridade da vítima.
A investigação começou depois que a mulher foi localizada em situação de vulnerabilidade na região da MT-130, no município, no dia 16 de agosto. Aos policiais, ela relatou um histórico de violência que teria envolvido agressões, ameaças, abusos sexuais e outras formas de coerção.
Conforme o relato prestado à polícia, o homem teria agredido a companheira diversas vezes, inclusive com socos na cabeça e no rosto. Documentos médicos e registros policiais apontaram lesões e hematomas em diferentes regiões do corpo, incluindo olho, braços, nariz, tórax, perna e cabeça.
A investigação também apura um episódio em que o suspeito teria obrigado a mulher a consumir crack contra a vontade, utilizando intimidação e violência para fazê-la inalar a substância.
Além das agressões, a mulher relatou episódios de violência sexual. Segundo a investigação, ela teria sido constrangida mediante violência e grave ameaça a praticar ato sexual contra a vontade, levando à apuração de estupro.
Em outro episódio, o investigado teria tentado enforcar a companheira depois que ela se recusou a manter relações sexuais com terceiros mediante pagamento.
A vítima também relatou que, ao tentar fugir e procurar ajuda, passou a receber ameaças de morte. Segundo o depoimento, o homem teria afirmado que poderia determinar a integrantes de uma facção criminosa que matassem a mulher mesmo caso ele fosse preso.
De acordo com a Polícia Civil, as agressões não seriam um episódio isolado. A vítima relatou que o relacionamento durava aproximadamente cinco anos e já havia sido interrompido anteriormente justamente em razão de episódios de violência.
Após uma reconciliação, porém, as agressões teriam voltado a ocorrer e se intensificado. Diante do conjunto de relatos, documentos e diligências realizadas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário.
Com o comparecimento dele à delegacia, a ordem judicial foi cumprida. Após os procedimentos legais, o homem permaneceu à disposição da Justiça.
O inquérito policial continua para esclarecer os fatos e individualizar as condutas atribuídas ao investigado.
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