Ian dos Santos, apontado pela Polícia Civil como integrante do Comando Vermelho e um dos alvos da Operação Dissolução Forçada, morreu durante um confronto com policiais na manhã desta quarta-feira (26), em Sinop (480 km de Cuiabá).
De acordo com informações, equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) foram até a residência do suspeito para cumprir mandados de busca e apreensão. Conforme o relato, Ian teria pegado uma arma de fogo e tentado fugir do imóvel. Os policiais acompanharam o suspeito e, durante a ação, houve troca de tiros. Ian foi atingido e morreu ainda no local.
A operação foi deflagrada para desarticular um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados. Segundo a investigação da Draco de Sinop, a organização teria movimentado mais de R$ 12 milhões entre 2024 e 2025.
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Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão, além de 24 ordens de bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e empresas, com valores de até R$ 12 milhões. A Justiça também determinou a suspensão das atividades comerciais de seis empresas investigadas.
As decisões foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, Polo Sinop, com base nas informações reunidas durante a investigação.
OPERAÇÃO EM QUATRO ESTADOS
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente em quatro estados. Em Mato Grosso, as ações ocorrem em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá. Também são realizadas diligências em Loanda (PR), Goiânia (GO) e São Paulo (SP).
As equipes foram coordenadas a partir de bases montadas em Sinop e Cuiabá, com participação de policiais civis das delegacias das cidades envolvidas.
Até o momento, a operação resultou em quatro prisões, além das apreensões realizadas pelas equipes policiais.
BLOQUEIO DE DINHEIRO
As medidas contra contas bancárias e empresas têm como objetivo interromper a movimentação financeira atribuída ao grupo investigado. Segundo a Polícia Civil, os recursos seriam movimentados por meio de operações destinadas a dificultar a identificação da origem do dinheiro e dar aparência legal a valores obtidos com atividades criminosas.
Os procedimentos relacionados às prisões e apreensões, como registros das ocorrências e pedidos de exames periciais, estão sendo encaminhados à Draco de Sinop.
A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes, esclarecer a participação de cada investigado e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira atribuída à organização.
Com informações do Olhar direto
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