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Política Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 14:58 - A | A

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 14h:58 - A | A

GESTÃO NO DAE

Após vídeo e áudio vazados, Rogerinho pede para ser investigado em CPI 

Vereador tentou investigar a própria passagem pela autarquia após vídeo com maços de dinheiro e áudio vazados; pedido travou por falta de assinaturas

BIANCA MORTELARO
Da redação

Reprodução

ROGERINHO DAKAR PEDE CPI

O vereador Rogerinho da Dakar (PSDB) pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar sua própria gestão à frente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), em meio à repercussão de um vídeo em que aparece recebendo maços de dinheiro em espécie. O requerimento foi apresentado durante a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (25), mas acabou indeferido por não reunir o número mínimo de assinaturas exigido pelo Regimento Interno.

“Eu entro com um pedido de CPI para investigar todas as contas, os contratos, tudo relacionado ao DAE desde o início deste mandato. E isso é para mostrar para a população várzea-grandense que realmente é cunho político e perseguição, porque eu não tenho nada que me desabone nessa Casa de Leis e principalmente na autarquia DAE”, declarou. O vereador também disse estar disposto a ter a própria gestão submetida à apuração.

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“Eu nunca prestei serviço para a Prefeitura, eu nunca estive em frente de pasta nenhuma e eu não vou me calar porque eu não devo. Então eu peço aos demais pares que aceitem o pedido de CPI para investigar eu mesmo e todos os processos que estão lá”, afirmou.

As imagens, divulgadas neste mês, mostram Rogerinho sentado diante de uma mesa durante uma conversa com um homem cuja identidade não foi confirmada. No vídeo, ele recebe um maço de cédulas e coloca o dinheiro no bolso. Outros maços aparecem sobre a mesa.

A gravação não tem data conhecida e, isoladamente, não permite identificar a origem, o valor total ou a finalidade dos recursos. O episódio levou o Ministério Público de Mato Grosso a recomendar a abertura de procedimento administrativo para apurar os fatos.

Rogerinho deixou o comando do DAE no dia 18 de agosto, após pouco mais de cinco meses à frente da autarquia. Com o retorno à Câmara, utilizou a tribuna para se defender da repercussão de outro material envolvendo seu nome: um áudio vazado de um grupo restrito de vereadores e servidores da Casa.

LEIA MAIS: Rogerinho Dakar diz que vazamento de áudio é "perseguição política"; veja vídeo

Na gravação, feita quando ainda estava no comando do DAE, Rogerinho pede orientação a integrantes do grupo sobre questões relacionadas à autarquia e afirma que os envolvidos estariam “no mesmo bolo”. Na tribuna, o vereador classificou o vazamento como “covardia” e afirmou que o episódio seria resultado de perseguição política. Segundo ele, a mensagem foi enviada durante uma tentativa de obter apoio para projetos destinados a enfrentar dificuldades financeiras do DAE.

PEDIDO INDEFERIDO

Apesar da iniciativa, o requerimento não avançou na sessão. Conforme orientação da Procuradoria Jurídica da Câmara, o documento apresentado por Rogerinho tinha apenas a assinatura do próprio autor.

De acordo com a Secretaria Legislativa, uma CPI precisa do apoio de pelo menos um terço dos vereadores. Como a Câmara de Várzea Grande possui 23 parlamentares, são necessárias oito assinaturas para a instalação da comissão. Além disso, o pedido precisa indicar um fato determinado a ser investigado, e não uma apuração genérica de toda a gestão do DAE.

O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o requerimento com base no artigo 87 do Regimento Interno e orientou Rogerinho a buscar as assinaturas necessárias para apresentar um novo pedido.

O secretário legislativo Charles Caetano Rosa explicou que uma eventual CPI deverá delimitar o objeto da investigação, como um contrato, procedimento ou denúncia específica. Segundo ele, cumpridas as exigências regimentais, o vereador poderá reapresentar o requerimento.

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