O deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou que o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) também possui histórico de proximidade com governos do PT e reagiu às críticas dirigidas ao senador Wellington Fagundes (PL), chamado por adversários de “melancia”, expressão usada para rotular políticos conservadores que teriam vínculos com a esquerda.
A declaração foi feita após voltarem a circular nas redes sociais vídeos de Pivetta ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Para Faissal, tanto Pivetta quanto Wellington já estiveram próximos de gestões petistas e, por isso, não haveria diferença entre os dois nesse aspecto.
"Nós temos tanto vídeo do Wellington como do Pivetta, junto com o Lula. Acabou de sair um vídeo na internet aí, o Pivetta exaltando o trabalho da Dilma, exaltando o trabalho do Lula, isso é recente, isso aí depois dos escândalos de 2006. Então, digamos que os dois estão no mesmo barco”, afirmou o parlamentar em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (26).
Faissal ressaltou que não faz críticas pessoais ao governador, mas disse considerar incoerente usar o passado político de Wellington como instrumento de desgaste eleitoral.
“Não estou falando nada contra o Pivetta, mas assim, com relação a essa questão de ser melancia ou não, os dois estão no mesmo barco, é isso que eu vejo”, disse.
PL NÃO DEVE RECUSAR APOIOS, DIZ DEPUTADO
Além do embate ideológico, Faissal defendeu uma postura pragmática do PL na reta final da campanha. Segundo ele, diante de uma disputa equilibrada, o partido deve aceitar o apoio de grupos políticos que queiram aderir à candidatura de Wellington Fagundes.
“Eu acho que a disputa está acirrada e pelo fato de estar acirrada, a gente não pode negar apoio. Quem vai administrar vai ser o PL. Então, com os princípios e as virtudes do PL, com aquilo que a gente defende. Então, por isso que eu estou 22. Quem quiser vir a apoiar a gente será tudo bem-vindo”.
O deputado também argumentou que partidos do chamado Centrão costumam se alinhar ao grupo que está no poder, independentemente da orientação ideológica, e citou como exemplo a composição da base do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL).
“A gente não está a ponto de recusar: ‘não quero você, não quero você’. Está uma disputa acirrada. Podem vir, porque a grande verdade é que, na hora de administrar, o centrão sempre vai estar junto com a situação. E o centrão, você sabe, quais os partidos que são de centro. Aqui, no município de Cuiabá, vocês têm uma ideia, o vereador eleito pelo MDB está na base do Abilio. Então, para mim, isso é hipocrisia, o centro está sempre pro sistema”, concluiu.
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