Reprodução/Assessoria

O presidente estadual do PSDB, Carlos Avallone, e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado estadual Carlos Avallone, afirmou que a direção nacional do partido não repassará recursos do fundo eleitoral à campanha da legenda no estado. Uma das fontes esperadas de recursos são doações ligadas à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com quem o PSDB está coligado nas eleições.
Segundo Avallone, o corte do fundo eleitoral para Mato Grosso está relacionado à estratégia da sigla de priorizar candidaturas com maior potencial para eleger deputados federais. Por esse motivo, Mato Grosso ficou sem recursos do chamado “fundão”.
"O PSDB não vai receber um tostão. O valor é zero, o que nós ficamos extremamente chateados, mas o PSDB concentrou os recursos onde ele entendeu que pudesse ter uma chapa para eleger dois, três deputados federais", esclareceu.
Avallone explicou que a decisão ocorreu em meio ao aumento da bancada federal do partido após a abertura da janela partidária. Segundo ele, o PSDB passou de 13 para cerca de 21 ou 22 deputados federais, mas pretende ampliar ainda mais a bancada. A estratégia da direção nacional teria levado à concentração dos recursos disponíveis em determinados estados.
"Ele tem um recurso de 13 para uma quantidade de 22 deputados e quer eleger 30 deputados. Então, essa conta não fecha em recurso", disse.
Por outro lado, também não há previsão sobre os valores que devem ser repassados ao PSDB-MT pela executiva de outros partidos, como é o caso do Republicanos, de Pivetta. Segundo Avallone, os primeiros repasses podem ocorrer nos próximos dias.
"Não tem (previsão). Vamos aguardar para que elas comecem a chegar e provavelmente estão chegando hoje ou amanhã a primeira remessa", declarou nesta terça-feira (26).
O deputado também destacou que as doações serão públicas e poderão ser acompanhadas por meio da prestação de contas eleitoral.
PSDB RECEBERÁ R$ 147 MILHÕES
Um levantamento nacional da Edelman coloca o PSDB na 11ª posição entre os partidos na distribuição do fundo eleitoral, com cerca de R$ 147 milhões destinados à direção nacional da legenda.
O partido fica à frente do PSOL, que receberá aproximadamente R$ 131 milhões, e atrás de siglas que terão valores superiores. O PL lidera a distribuição, com cerca de R$ 881 milhões, enquanto o Republicanos, partido de Pivetta, aparece na sétima posição, com aproximadamente R$ 348 milhões.
Mesmo sem recursos do fundo eleitoral nacional, Avallone afirmou que o PSDB trabalha para fortalecer a chapa estadual e buscar a eleição de dois deputados para a Assembleia Legislativa (ALMT).
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