O procurador da República Guilherme Fernandes Ferreira Tavares, do Ministério Público Federal (MPF), instaurou procedimento administrativo para acompanhar as medidas relacionadas ao pedido de realização de curso de brigadistas pela comunidade indígena Zoró, em Rondolândia (1.064 km de Cuiabá). A determinação foi publicada nesta sexta-feira (19).
Com mais de 350 mil hectares, a TI Zoró faz divisa com o estado de Rondônia e está em região crítica para incêndios, como o ocorrido em 2019, que atingiu mais da metade do território. Com brigadistas próprios, eles terão tempo de resposta mais rápido para mitigar focos de incêndio, com criação de aceiros e outras estratégias.
A medida estabelece que terá prazo de um ano para conclusão. O objetivo é monitorar a adoção de providências referentes à capacitação solicitada pela comunidade indígena, considerada relevante para a proteção territorial e para a segurança das aldeias.
O MPF destacou que o acompanhamento contínuo é necessário para assegurar que o pedido da comunidade Zoró seja analisado e atendido de forma adequada pelos órgãos competentes.
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