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Mundo Sexta-feira, 19 de Junho de 2026, 11:00 - A | A

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Sexta-feira, 19 de Junho de 2026, 11h:00 - A | A

Ministro da Segurança de Israel defende que 'todo o Líbano deve arder' por conta do Hezbollah

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu uma resposta mais dura contra o Líbano e o Hezbollah nesta sexta-feira, 19, em declarações que provocaram reação imediata do Irã. Em publicação no X, o líder do partido de extrema direita Otzma Yehudit afirmou que "por cada lágrima derramada por uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar" e acrescentou que "todo o Líbano deve arder".

Ben-Gvir disse ainda que Israel não deve agir com contenção diante dos ataques do Hezbollah. "Com todo o respeito aos americanos, Israel precisa deixar claro para o mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos não estão à mercê de ninguém", escreveu.

Segundo o ministro, a prioridade do governo israelense deve ser proteger os cidadãos e os militares do país, acima de qualquer outra consideração.

O integrante do gabinete de Benjamin Netanyahu também criticou respostas proporcionais ao grupo libanês. "Chega de jogo de empurra. No Oriente Médio não se vence com respostas comedidas e contenção", afirmou. "É preciso enlouquecer. Apagar. Derrotar o terrorismo de forma decisiva."

As declarações foram criticadas pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Também em publicação no X, o chanceler afirmou que as falas não partiram de "um lunático genocida qualquer", mas do ministro da Segurança Nacional de Israel.

Araghchi classificou o governo israelense como uma "seita genocida da morte sediada em Tel-Aviv" e disse que o regime representa "uma ameaça para toda a humanidade". Segundo ele, o único interesse de Israel é a "guerra permanente".

Pouco antes do fechamento deste texto, a CNN informou que Netanyahu não pretende ampliar os ataques ao Líbano, enquanto a Reuters noticiou que Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo a partir das 10 horas (de Brasília), segundo um alto funcionário norte-americano.

(Com Agência Estado)

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