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Justiça Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016, 15:45 - A | A

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Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016, 15h:45 - A | A

OPERAÇÃO SEVEN

"Minha família não é perigosa. Não temos essa índole", rebate ex-governador sobre delação de Dalberto

JESSICA BACHEGA/MAX AGUIAR

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de Estado de  Planejamento, Arnaldo Alves de Souza Neto foram ouvidos nesta segunda-feira (3) no Fórum de Cuiabá para se defenderem das acusações que são lhe imputadas por conta de  uma suposta fraude na compra de uma área de R$ 7 milhões, na região do Lago do Manso, investigada na Operação Seven. 

 

Alan CosmeHiperNoticias

selma arruda

 Juiza Selma Rosane de Arruda.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o ex-governador, preso há mais de um ano, seria o líder da organização criminosa que efetuava diversas ações ilícitas gerando danos ao erário. Uma delas é a compra duplicada e superfaturada do terreno. O dinheiro arrecadado com o desvio seria utilizado para saldar dívidas do grupo político.

 

O ex-secretário Arnaldo é acusado de participar efetivamente na negociação da compra do terreno assinando documentos para  concretizar a aquisição.

 

O ex-procurador Chico Lima também seria ouvido nesta segunda, mas alegou problemas de saúde, sua defesa apresentou atestado médico e ele não foi ao Fórum.

 

O crime

 

De acordo com o MPE, a área de 721 hectares comprada com o intuído de ampliar a área do Parque Estadual Águas do Cuiabá que compreende uma área de aproximadamente 10.600 hectares. Porém, consta na investigação que a área já fazia parte do parque e teria sido comprada no ano de 2002. 

 

Em seu depoimento, Filinto Correa da Costa, dono da área vendida para o Estado, afirmou que foi cobrado para devolver R$ 2.5 milhões ao “pessoal do governo”. Ele entregou o valor em vários cheques para o procurador Francisco Gomes De Andrade Lima Filho “Chico Lima”.

 

Silval Barbosa nega participações 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

silval barbosa

 Silval Barbosa prestou esclarecimentos nesta tarde na Sétima Vara de Cuiabá. 

Às 15h45 desta segunda-feira (3), o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, entra na sala de audiências da Sétima Vara de Cuiabá trazendo vários documentos em mãos. 

 

A juiza Selma Arruma começa o interrogatório perguntando ao réu se ele tinha pedido a Pedro Nadaf que procurasse meios de angariar dinheiro para pagamento de dívidas de campanha. Silval nega: "Eu não pedi nada,  não autorizei desapropriação nenhuma e não tenho participação em nenhuma transação" disse o ex-governador. 

 

Indignado com tantas acusações, Silval afirma ainda que algumas acusações beiram o absurdo. "Em outra ocasião falaram que eu era sócio em um terreno e Agora também. Eu nao tenho participação em nada"  diz o ex-governador, se referindo a operação Sodoma II, que ele foi acusado de comandar um esquema que comprou uma área na Avenida Beira Rio por R$ 13 milhões.

 

Silval ainda critica as delações premiadas feitas ao Ministério Público por outros envolvidos do esquema fraudulento. "As acusações são todas infundadas. As Pessoas vem aqui e fazem delação para ae livrar da prisão. Como vou me defender com tanta mentira?" declara. 

 

Conforme Silval, o réu Pedro Nadaf, ex-secretário da Casa Civil, nunca pagou dívidas de campanha dele.  "Filinto (dono da área comprada no Manso) disse que devolveu 2,5 milhões em cheques. E só rastrear os cheques para saber para onde foram", disse. 

 

A magistrada ainda perguntou se o ex-governador assinou algum documento. o ex-governador confirma que assinou o decreto para compensação por conta da desapropriação da área adquirida.  "Eu nem conheço a área que estou sendo investigado de comprar", comentou. "Eu não sabia de avaliação superfaturada do terreno e muito menos me reuni com secretários para tratar de compras", completou.

 

Na sequencia, o promotor Marcos Bulhões perguntou ao reu se seria possível que o pagamento fosse efetuado sem que ele soubesse, o que Silval diz que sim. "Se tivesse dinheiro era possível que fosse feito sem que eu soubesse", confirmou. 

 

Sobre contas de campanha, Silval nega que tinha dívidas com o empresário Alan Malouf. "Nunca paguei R$ 150 mil para quitação de de contas de campanha".

 

Outro ponto frisado pelo governador foi o caráter de seu ex-chefe de gabinete, Silvio César. Segundo Silval, ele nunca foi perigoso e também afirmou que não irá fugir, se acaso for solto. "Eu conheço Silvio (Cesar) há 15 anos,  dizem que ele e violento, mas ele não e nada disso. Outra coisa que eu quero assumir aqui é que mesmo que algumas pessoas insistam que eu tenha facilidades. Eu não vou fugir" diz Silval.

 

Minha família não é perigosa 

 

Em delação premiada ao Ministério Público Estadual, o ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), comentou que tem medo da família do ex-governador e principalmente do irmão de Silva, Toninho Barbosa. Segundo Dalberto, ele e sua família sentem receio de tudo, tendo em vista que são pessoas "perigosas". 

 

A declaração de Dalberto, consta no documento que a magistrada Selma de Arruda pede a prisão dos envolvidos em um suposto esquema na desapropriação de uma área do bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, no valor de R$ 31,7 milhões. Destes, R$ 15 milhões foram desviados, segundo a decisão. 

 

Em trecho da delação, Dalberto afirma que recebeu as seguintes ameaças:  “boca mole, formiga come a língua”. No documento, Dalberto ainda afirma temer o irmão do governador, Toninho Barbosa. “O delator afirma possuir muito medo da família Barbosa, tanto de Silval como de seu irmão Toninho Barbosa, eis que era corriqueiro nos corredores do governo, os dizeres de 'boca mole formiga come a língua', 'quem tem c..., tem medo'; que embora o interrogando nunca recebesse nenhum tipo de ameaça direta possui muito medo por conta de sua situação”, contou o delator.

 

 

Em resposta, nesta tarde de segunda durante depoimento na Sétima Vara Criminal, Silval diz que conhece sua família e confirma que ninguém tem índole criminosa. "Essa é a maior afirmação infundada que alguém pode fazer contra mim e minha família. Nós não temos essa marca, não temos passagens e nem somos perigosos. Eu tinha o Afonso como amigo. O conheço a tanto tempo", disse o ex-governador.

 

Gestão marcada por investigações

Após o interrogatório, Silval foi questionado se todos secretários roubaram “nas suas costas”, visto que casos de desvios estão sendo investigados e o ex-governador afirma não ter tomado conhecimento de nada. 

 

“Não é que todo mundo roubou. Minha gestão foi marcada por realizações. Não tem nenhuma gestão que transformou a mobilidade urbana em Cuiabá, como no meu governo. Não tem nenhum governo que fez a obras e viabilizou recursos de integração de cidades e investimentos como meu governo”, disse o ex-governador.

 

Ele ressaltou ainda que alguns projetos idealizados em sua gestão seguem em atividade.

 

“Como o Mato Grosso integrado que mudou de nome. Assim como em outras áreas como saúde e educação. Compramos mais de 1500 ônibus escolares”.

Silval afirma ainda que, apesar dos esforços, houve os fatos investigados.

 

“Infelizmente. Lamentavelmente houve esses episódios que marcaram a minha administração”.  

 

 

 

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