Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 16:10 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 16h:10 - A | A

SENTENÇAS FALSAS

Justiça torna réus ex-secretários de Emanuel por suposto desvio de R$ 448 mil na Saúde

Decisão da 7ª Vara Criminal acata denúncia do MPMT sobre esquema que utilizava decisões judiciais falsas para transferir recursos da Prefeitura de Cuiabá.

BIANCA MORTELARO
Da redação

Reprodução

EX-SECRETARIOS SAUDE

A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia do Ministério Público (MPMT) e tornou réus quatro ex-secretários e ex-gestores da administração do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD), acusados de participação em um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 448 mil dos cofres públicos por meio de pagamentos baseados em sentenças judiciais falsificadas. A decisão foi assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Passam a responder à ação penal a ex-secretária municipal de Saúde Ozenira Félix Soares de Souza, além de Dal Isa Sguarezi, Marcus Antônio de Souza Brito e Antônio Monreal Neto. Com o recebimento da denúncia, o magistrado retirou o sigilo do processo e determinou a citação dos acusados para que apresentem defesa no prazo de dez dias.

Segundo o Ministério Público, os quatro réus são acusados dos crimes de peculato e associação criminosa. A denúncia aponta que os supostos desvios ocorreram de forma continuada e teriam sido praticados por agentes que ocupavam cargos de direção e assessoramento na administração municipal.

Por outro lado, o juiz acolheu o pedido de arquivamento do inquérito em relação a Gilson Guimarães de Sousa, Joelson Benedito de Araújo, Paulo Fernando Garutti, José Edson Felix Soares e Adailton Sá de Souza Costa. Conforme o MPMT, não foram encontrados elementos suficientes para comprovar participação consciente, dolo ou conhecimento da origem ilícita dos valores recebidos.

A ação penal tem origem em investigações sobre irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) apontaram que pagamentos superiores a R$ 448 mil foram autorizados com base em documentos falsificados que simulavam decisões judiciais.

De acordo com as apurações, os valores foram transferidos a particulares sob a justificativa de cumprimento de supostas indenizações por erro médico e acidentes de trânsito. No entanto, as decisões judiciais utilizadas para liberar os recursos não existiam. A auditoria também concluiu que etapas obrigatórias de conferência e controle administrativo teriam sido ignoradas durante o processo de pagamento.

Na esfera administrativa, Ozenira Félix chegou a ser condenada pelo TCE-MT a ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 448 mil e ficou inabilitada para exercer cargos públicos por cinco anos. Posteriormente, o conselheiro Waldir Júlio Teis concedeu efeito suspensivo às penalidades até que o mérito do recurso apresentado pela defesa seja analisado pelo plenário da Corte de Contas.

LEIA MAIS: TCE suspende punições a ex-secretária de Saúde de Cuiabá condenada a devolver R$ 448 mil

No recurso, a ex-secretária alegou cerceamento de defesa e questionou a composição da comissão processante. Ela também sustentou que os pagamentos foram realizados com base em pareceres técnicos da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e em meio ao cenário de crise provocado pela pandemia da Covid-19.

O processo ainda foi desmembrado em relação a César Zamirato da Silva e Tânia Regina Dias Leite, que celebraram Acordos de Não Persecução Penal (ANPP). Os pedidos de homologação dos acordos serão analisados separadamente pela Justiça.

Com a decisão da 7ª Vara Criminal, os acusados passam oficialmente à condição de réus e responderão à ação penal até o julgamento do caso.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros