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Justiça Terça-feira, 26 de Maio de 2026, 11:45 - A | A

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Terça-feira, 26 de Maio de 2026, 11h:45 - A | A

VENDAS SEM JUSTIFICATIVAS

Justiça cobra prefeito após Ação Popular contra leilão de 24 imóveis em Rondonópolis

Processo aponta suposta "tredestinação ilícita" na tentativa de alienar 24 terrenos do município; embora liminar tenha sido negada porque o leilão já estava suspenso pelo TCE, prefeitura terá de apresentar defesa

BIANCA MORTELARO
Da redação

Uma Ação Popular, ajuizada na 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública, aponta supostas irregularidades em leis e editais que estruturaram o leilão de 24 imóveis pertencentes ao patrimônio de Rondonópolis (215 km de Cuiabá). Com o indeferimento da liminar, o Judiciário determinou a citação do prefeito Cláudio Ferreira (PL) e dos demais envolvidos para apresentarem defesa, além da intimação do Ministério Público para acompanhar o caso.

Segundo a ação, áreas como as destinadas à implantação do Centro Político Administrativo (CPA) e da nova sede da Secretaria Municipal de Educação estariam sendo vendidas sem qualquer justificativa técnica que comprove que esses projetos foram abandonados legitimamente.

Para o autor do processo, o município estaria praticando o que o direito chama de "tredestinação ilícita": desapropria-se um terreno de um particular para um fim público específico e, depois, tenta-se vendê-lo apenas para "fazer caixa".

Embora a prefeitura tenha suspendido administrativamente o leilão após uma intervenção cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o Judiciário entendeu que o caso exige uma análise profunda.

Ao analisar o pedido de liminar, o magistrado optou por não suspender os atos judicialmente de imediato, já que os certames já estão parados pela própria prefeitura, mas destacou que os temas levantados são complexos e envolvem o descumprimento de encargos em doações de terras e a inalienabilidade de reservas institucionais.

O processo ganha novos contornos com a obrigatoriedade do prefeito e dos secretários envolvidos explicarem formalmente ao juiz por que optaram por essa "monetização" do patrimônio público em vez de seguir com os planos urbanísticos originais. Além disso, a Justiça determinou que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) acompanhe o caso.

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