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Polícia Terça-feira, 26 de Maio de 2026, 12:38 - A | A

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Terça-feira, 26 de Maio de 2026, 12h:38 - A | A

SILÊNCIO COMPRADO

Operação mira esquema de corrupção em hospital após morte de gestante

Mandados foram cumpridos em Mato Grosso e São Paulo durante investigação que apura tentativa de interferência em CPI e suspeita de desvios de recursos públicos.

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Silêncio Comprado, que investiga um suposto esquema de corrupção relacionado à administração do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis (396 km de Cuiabá). As investigações tiveram início com a morte da arquiteta Larissa Pompermayer Ramos durante uma cesárea realizada no hospital.

Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores, sequestro de bens, quebra de sigilo telefônico e telemático, além de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

As ações ocorreram nos municípios de Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades de Barueri e Cotia, no estado de São Paulo. O objetivo é reunir provas, identificar todos os envolvidos e evitar prejuízos ao patrimônio público.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram denúncias de tentativa de compra de silêncio e influência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal para investigar possíveis irregularidades na gestão do hospital.

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A COMISSÃO

A CPI foi criada após a morte de Larissa, aos 29 anos, de Campo Novo do Parecis. A arquiteta teria apresentado complicações durante um parto cesáreo realizado na unidade hospitalar. Após o procedimento, ela foi transferida para Cuiabá, mas não resistiu.

O caso gerou forte repercussão no município e levantou questionamentos de familiares e moradores sobre a qualidade do atendimento prestado no hospital, além da gestão de contratos, recursos humanos e aplicação de verbas públicas.

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INÍCIO DA INVESTIGAÇÃO

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o Ministério Público encaminhar denúncias envolvendo a suposta oferta de vantagens indevidas para interferir nos trabalhos da CPI.

Além disso, a Deccor apura possíveis irregularidades em contratos ligados à gestão da unidade hospitalar. Entre os indícios investigados estão pagamentos por serviços que não teriam sido executados, emissão de notas fiscais falsas e movimentações suspeitas de dinheiro público.

De acordo com os investigadores, há indícios da prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem descartar a possibilidade de outros delitos serem identificados no decorrer das diligências.

APOIOS OPERACIONAIS

A operação contou com apoio de equipes da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

NOME DA OPERAÇÃO

O nome “Silêncio Comprado” faz referência à suspeita de tentativa de pagamento de vantagens para influenciar os trabalhos da CPI, fato que deu origem à investigação.

OPERAÇÃO PHARUS

A ação também integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso dentro da Operação Pharus, iniciativa voltada ao combate de organizações criminosas em todo o estado ao longo de 2026.

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