A governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), disse que não aceitará ceder "um palmo de terra" para Mato Grosso na disputa territoral entre os estados que é discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). Mato Grosso requere que os municípios de Altamira, Cumaru do Norte, Jacareacanga, Novo Progresso, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu sejam incorporados ao seu território. A disputa é histórica e voltou a ser discutida após o ministro do STF, Flávio Dino, convocar audiência de conciliação para 10 de junho.
"O Pará não se divide, não vamos aceitar ceder um palmo da terra que pertence ao Estado do Pará. Então, irei nessa audiência com essa convicção de que o Estado do Pará é proprietário dessas terras e que nós não iremos ceder um palmo da terra pertencente ao povo paraense. A área em discussão integra o território de seis municípios paraenses", disparou Hana Ghassan.
A área que MT pleiteia corresponde a 22 mil km², o equivalente a 22 milhões de hectares. Dino tenta estabelecer o consenso na ação rescisória impetrada pelo governo mato-grossense. Na última movimentação na Corte do Judiciário, o Pará foi beneficiado com o STF deferindo ser improcedente a ação.
"Esse território é um território que representa oportunidade, representa empregos e representa riquezas para o nosso estado", falou a governadora do Pará.
A divisa entre os dois estados foi demarcada ainda em 1922. O marco geográfico é conhecido como Salto das Sete Quedas. Em 2004, Mato Grosso pediu a reavaliação da decisão, alegando erros na localização do Salto das Sete Quedas.
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* Com informações da Agência Pará.
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