O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou réus 14 investigados apontados por envolvimento com organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores em Cuiabá. Entre eles está Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Madrinha”, “Angeliquinha” ou “Bibi”, apontada como matadora do Comando Vermelho, que está foragida e condenada a 99 anos de prisão. A decisão é desta quinta-feira (14).
Entre os demais denunciados estão Desirée Santos de Souza Bruno, conhecida como “Xeque Ouro”, acusada de integrar organização criminosa e associação para o tráfico. Também figuram na ação penal Adriano Alves Moreira, o “Enzo”; Edimar Ormeneze, o “Mazinho”; Humberto Esteves Pereira, o “Abuuu”; Kamila dos Santos Eleutério, a “Agatha”; e Dionil Willy Ferreira de Souza, o “Negão da Cachoeira”.
Na decisão, o magistrado afirmou que a denúncia atende aos requisitos legais previstos no Código de Processo Penal e destacou que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para o início da ação penal.
“A despeito de se tratar de prova indiciária e unilateral, anoto que as provas mencionadas na denúncia são elementos suficientes para o desencadeamento da ação penal, tendo em mente que, nesta fase processual, o juízo é de prelibação e o princípio vigente é ‘in dubio pro societate’”, destacou.
O magistrado também homologou o arquivamento parcial do inquérito em relação a alguns investigados por falta de provas. Entre eles estão Luiz Felipe Silva de Oliveira, quanto aos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais; Gabrieli Alves de Souza, Sara Maria Pereira Freitas e Leandro de Souza Silva, em relação aos crimes de tráfico e associação para o tráfico; além de Ancelmo Lopes de Souza, investigado por associação para o tráfico, falsificação de documento público e uso de documento falso.
LEIA MAIS: Angeliquinha' do CV foi condenada a quase 100 anos por homicídios e ocultação de cadáver
LAVAGEM DE DINHEIRO
Considerada de alta periculosidade, Angeliquinha está condenada a quase 100 anos de prisão pelo assassinato e tortura de quatro homens e ocultação dos cadáveres, além de integrar o Comando Vermelho (CV). No entanto, em menos de três anos, conseguiu fugir da Penitenciária Feminina Ana Maria Couto May, em Cuiabá.
A família de Angeliquinha também é apontada, em outra investigação, por lavagem de dinheiro de pelo menos R$ 20 milhões provenientes do tráfico de drogas e de jogos de azar digitais, conhecidos como “Tigrinho”. A filha, o genro e o pai são suspeitos de fazerem parte do esquema por meio de um salão de beleza e de uma loja de roupas em Alta Floresta (791 km de Cuiabá).
LEIA MAIS: Filha, genro e pai de 'Angeliquinha' do CV movimentaram R$ 20 milhões, diz delegado
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








