Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026, 16:23 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026, 16h:23 - A | A

ALEGOU VÍCIO EM BETS

Ex-diretora de hospital é condenada por improbidade após desvio de R$ 335 para apostas

Justiça apontou transferências sistemáticas, adulteração de extratos e uso de recursos públicos em apostas on‑line, impondo multa, ressarcimento e suspensão de direitos políticos

ANDRÉ ALVES
Da Redação

Reprodução

Hospital Municipal Samuel Greve

O juiz Patrick Coelho Campos Gappo, da 1ª Vara de Mirassol D’Oeste (296 km de Cuiabá), condenou a ex‑diretora financeira do Hospital Municipal Samuel Greve, Fabiana Pereira de Souza Lopes, por desviar R$ 335,6 mil da entidade para contas pessoais motivado por suposta dependência em jogos de azar. A decisão, desta sexta-feira (28), reconheceu a prática de improbidade administrativa e impôs sanções como ressarcimento integral, multa e suspensão dos direitos políticos.

A decisão afirma que Fabiana realizou transferências sistemáticas durante dez meses, adulterou extratos bancários para ocultar operações e usou os valores em apostas on‑line, configurando dolo específico e enriquecimento ilícito.

O magistrado considerou incontroversos os fatos, ressaltando que a própria ré confessou as transferências desde a fase de inquérito. Extratos bancários e comprovantes anexados ao processo demonstraram a movimentação irregular, enquanto testemunhas confirmaram que os desvios ocorreram de forma reiterada.

Para o juiz, a alegação de dependência em jogos de azar não afasta a intenção ilícita, já que a ré tinha plena consciência de que os recursos pertenciam ao hospital municipal e adotou mecanismos para evitar a descoberta. Ele também rejeitou a tese de falha de fiscalização da gestão da Fundação, afirmando que isso não elimina a responsabilidade individual da servidora.

“A alegação de dependência em jogos de apostas pode explicar a motivação da conduta, mas não afasta o elemento volitivo, pois a requerida tinha plena ciência de que os valores transferidos pertenciam à Fundação e que sua conduta era ilícita, tanto que se valeu de mecanismos de ocultação para evitar a descoberta”, destacou o magistrado.

Ao fixar as penalidades, Gappo destacou a gravidade do desvio, o impacto sobre o único hospital público da cidade e a continuidade da prática por quase um ano. A suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público foram estabelecidas por sete anos. A multa civil foi fixada no mesmo valor do enriquecimento ilícito, R$ 335.651,72, acrescida de correção e juros.

A sentença determina ainda comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e autoriza o prosseguimento para cálculo dos valores devidos em cumprimento de sentença.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros