A primeira testemunha ouvida no Tribunal do Júri contra o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi Walkuiria Filipaldi Correa, ex-esposa do policial militar Thiago de Souza Ruiz. Em seu depoimento, nesta terça-feira (12),ela relatou sentir-se ameaçada e constrangida pelo fato de o réu trabalhar na mesma rua onde ela reside. Valquíria e a vítima estavam em processo de reconciliação na época do crime.
O homicídio ocorreu na madrugada de 27 de abril, em uma conveniência localizada na Praça 8 de Abril, nas proximidades do restaurante Choppão. De acordo com os autos, ambos bebiam acompanhados de uma terceira pessoa quando Mário Wilson, ao notar que Thiago estava armado, tomou a pistola da vítima. O episódio evoluiu para um confronto físico, culminando com o PM alvejado por sete disparos.
A defesa do investigador sustenta que a abordagem visava verificar a procedência da arma e confirmar se a vítima era, de fato, um policial militar. Por outro lado, Walkuiria contestou a conduta em seu depoimento, afirmando que o procedimento correto seria acionar a Polícia Militar via 190, evitando expor terceiros ao risco.
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“Tinha muita confiança no Thiago, nunca houve nada que desabonasse sua conduta. Ele amava ser PM e era uma pessoa humilde. Eu o conheci assim e foi assim que ele se foi”, declarou Walkuiria , que tem uma filha de 13 anos com a vítima.
Além do temor pela proximidade física do investigador, a testemunha denunciou o recebimento de vídeos que tentam desqualificar a imagem da vítima. Segundo ela, o material descreve Thiago como uma pessoa violenta e agressiva, enquanto exalta Mário Wilson como uma espécie de “Robin Hood” por ter tirado “um vagabundo de circulação”.
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