"Esses ajustes são imprescindíveis porque tivemos acréscimo do salário mínimo nos últimos anos", explica Jader Filho. Segundo ele, uma família pode ter perdido o direito de se classificar na faixa 1 pelo aumento salarial, ainda que, na prática, por fatores como a inflação, o poder aquisitivo tenha se mantido o mesmo. Daí, a necessidade de alinhamento.
O ministro comenta que, analisando o aumento do salário mínimo dos últimos anos, é possível projetar que a faixa 1, que atualmente vai de uma renda familiar mensal de até R$ 2,85 mil, possa ser ampliada para R$ 3,2 mil. A faixa 2 passaria dos atuais R$ 4,7 mil para algo em torno de R$ 5 mil. "Mas são projeções. Não há como, neste momento, definir os valores. A área técnica ainda não finalizou esses cálculos."
Quando a área técnica do Ministério das Cidades concluir a proposta, ela passará por consulta na Casa Civil. "Respeito muito os trâmites do governo", destaca Jader Filho. Com o aval da Casa Civil, um ato então será publicado, passando a vigorar imediatamente. Devido a essas etapas, no entanto, não há uma estimativa de quando esse processo será concluído.
Outras alterações
Conforme mostrou o Broadcast, a administração liderada por Jader implementou uma série de modificações nas regras do Minha Casa, Minha Vida desde o início do atual governo.
O limite da Faixa 1 foi ampliado de R$ 1.800 para R$ 2.640 mensais. A Faixa 2 passou a contemplar famílias com renda entre R$ 2.640,01 e R$ 4.400, enquanto a Faixa 3 abrange rendas de R$ 4.400,01 a R$ 8.000.
O objetivo, segundo o ministro, em entrevista exclusiva, foi adequar o programa à renda real das famílias brasileiras. Entre as principais inovações estruturais, o Jader enfatizou a criação do "Novo Poupança Brasil", voltado à classe média. A iniciativa buscou preencher uma lacuna no crédito habitacional.
"Você tinha crédito barato para as classes mais baixas e para as pessoas muito ricas. Quem estava no meio estava completamente fora do jogo", afirmou, ao mencionar famílias com renda entre R$ 15 mil e R$ 22 mil.
No balanço antecipado pelo Broadcast na última semana, as entregas do governo Lula, acumuladas até o dia 21 deste mês, somavam 1.373.776 habitações, considerando unidades subsidiadas e financiadas.
A projeção do ministério é terminar o mandato ao final de 2026 com duas milhões de unidades entregues, também um recorde. Até então, o maior volume havia sido registrado no primeiro governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, com 1,8 milhão de moradias entregues e 2,8 milhões contratadas.
(Com Agência Estado)
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