Segundo a Polícia Civil, Grazielli teve a prisão temporária deferida pela Justiça na terça-feira, 27, após suspeita de homicídio. Novos laudos requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) estão em elaboração para esclarecer o ocorrido. O caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Investigações Gerais de Lins.
O advogado da defesa de Grazielli, Celso Modonesi, alega que Beatriz morreu por descarga elétrica, versão consolidada até o dia 23 de janeiro. Para ele, o laudo do IML que confirma morte por afogamento é considerado "incompleto, sem fotodocumentação e com falhas técnicas". Beatriz foi enterrada no dia seguinte à sua morte e o caso estava sendo tratado como acidente.
A defesa também questiona a condução da perícia no local ao destacar que a cena dos fatos não teria sido preservada. O espaço foi alugado no dia seguinte e houve acesso de terceiros antes da realização da perícia oficial, inclusive com a produção de um laudo particular pela proprietária do imóvel, o que, na avaliação do advogado, "teria comprometido a produção de provas".
Conforme informado pelo depoimento de Grazielli, as duas estavam dentro da piscina na área externa da casa quando Beatriz decidiu levantar e ligar a cascata no disjuntor. A jovem teria sido eletrocutada e depois caiu. Ao ouvir o barulho do impacto, a amiga teria saído da piscina, encostado na vítima e tomado um choque. Em seguida, Grazielli diz que pegou o carro e foi até o Corpo de Bombeiros mais próximo.
"Minha cliente tem sessenta e quatro quilos, uma pessoa franzina, para afogar uma de oitenta, teria que ter luta corporal e, no mínimo, marcas em ambos os corpos. Que não aparecem no laudo", defende o advogado de Grazielli.
(Com Agência Estado)
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