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Economia Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026, 09:30 - A | A

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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026, 09h:30 - A | A

Desemprego de mulheres é 39% maior que de homens no 2º tri/26

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,4% no segundo trimestre de 2026, mas os recortes por sexo, cor ou raça e escolaridade mostram diferenças relevantes no mercado de trabalho, segundo dados da Pnad Contínua, divulgado nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na abertura por gênero, a taxa de desocupação das mulheres ficou em 6,4%, acima da observada entre os homens, de 4,6%. Com isso, o desemprego feminino foi 39,1% superior ao masculino no período, conforme cálculo a partir das taxas divulgadas. A menor diferença entre homens e mulheres foi registrada no 2º trimestre de 2020 (27%).

Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para brancos, com 4,2%, e acima para pretos e pardos, com 6,9% e 6,1%, respectivamente. A diferença porcentual entre a taxa dos brancos e a dos pretos foi de 64,3%. No confronto entre brancos e pardos, a distância foi de 45,2%.

O recorte por nível de instrução também indica que o desemprego tende a ser menor nos grupos com maior escolaridade. A menor taxa foi registrada entre pessoas com superior completo, de 3%. Entre os que não tinham instrução, a taxa foi de 4,4%, e para aqueles com fundamental incompleto, de 5%. No fundamental completo, a desocupação alcançou 6,2%.

O maior patamar do levantamento apareceu no grupo com ensino médio incompleto, com taxa de 9%, acima dos demais níveis. Entre os que tinham ensino médio completo, o desemprego ficou em 6,3%. Para o superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, quase o dobro da observada no superior completo.

Os dados reforçam que, no segundo trimestre de 2026, os maiores níveis de desocupação se concentraram entre mulheres, pretos e pessoas com ensino médio incompleto, enquanto os menores foram observados entre trabalhadores com nível superior completo.

(Com Agência Estado)

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