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Economia Quarta-feira, 24 de Junho de 2026, 08:00 - A | A

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2026, 08h:00 - A | A

Confiança do Consumidor cai 0,1 ponto em junho ante maio, revela FGV

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) ficou praticamente estável em junho, ao registrar queda de 0,1 ponto e encerrar o mês em 88,7 pontos. Na média móvel trimestral, houve avanço de 0,2 ponto, para 88,9 pontos.

Segundo a economista da FGV Ibre, Anna Carolina Gouveia, o resultado reflete uma acomodação do indicador, marcada pela piora das expectativas para os próximos meses e compensada pela melhora na percepção da situação presente.

"Se por um lado os indicadores de intenção de compra de duráveis e situação financeira futura sugerem um consumidor mais pessimista, para os próximos meses o indicador de situação financeira atual sugere uma melhora na percepção do orçamento do momento. A manutenção de um mercado de trabalho robusto e políticas de desafogamento das dívidas parecem estar influenciando positivamente na percepção atual, mas não são suficientes para reverter o aumento do pessimismo futuro", afirmou a economista em nota.

Os dados mostram movimentos opostos nos componentes do ICC. O Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, para 90,4 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,9 ponto, na terceira alta consecutiva, atingindo 87,0 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (88 pontos).

Entre os itens que compõem o Índice de Expectativas, o indicador de compras previstas de duráveis caiu 3,0 pontos, para 80,0 pontos, e o de situação financeira futura da família recuou 1,7 ponto, para 87,7 pontos.

Já nos quesitos ligados ao presente, a situação financeira atual avançou 2,3 pontos, para 79,0 pontos, e a situação econômica local futura subiu 2,4 pontos, para 105,3 pontos, enquanto a avaliação da situação econômica local atual teve leve baixa, de 0,4 ponto, para 95,4 pontos.

A sondagem também apontou comportamento desigual por renda. Houve alta da confiança nas duas faixas mais baixas, enquanto consumidores com rendimento a partir de R$ 4.800,01 registraram queda.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

(Com Agência Estado)

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