Copa Pantanal Terça-feira, 22 de Novembro de 2011, 10:01 - A | A

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ROLETA RUSSA

MP tem que responsabilizar criminalmente autor do sumiço de R$ 2,1 milhões, cobra deputado

Oposicionista cobra Ministério Público em relação ao adiantamento feito à empresa Global Tech para fornecer equipamentos de patrulhamento da fronteira; parlamentar avalia que empresa não tem condições de devolver o dinheiro

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

Empresa Global Tech não tem condições de devolver os R$ 2,1 milhões, segundo avalia

 

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) deve ser responsabilizada criminalmente pelo Ministério Público Estadual (MPE) devido ao “sumiço” de R$ 2,1 milhões referentes ao pagamento a título de caução à empresa Global Tech, na compra de 10 Conjuntos de Monitoramento Móvel (Comam) acoplados em caminhonetes Land Rover Defender. A avaliação é do deputado estadual oposicionista Percival Muniz (PPS), para quem a Global Tech não tem condições financeiras de devolver esse dinheiro.

O valor da entrada (caução) tem que “retornar” aos cofres do Estado, já que o contrato com a Global Tech no valor total de R$ 14,1 milhões foi cancelado, por determinação do governador Silval Barbosa (PMDB).

“Se o Ministério Público não quiser ficar também desmoralizado, terá de representar criminalmente os responsáveis pelo sumiço desse dinheiro”, apontou Muniz, se dizendo cético quanto ao poder da Secopa ou secretário Eder Moraes em conseguir reaver o valor caucionado.

“Esse dinheiro já sumiu, não adianta querer pegar corda na casa de enforcado, essa empresa foi criada só para atender ao Estado, não para dinheiro na conta dela, não se trata de uma empresa idônea e acho que o governo já pode se preparar para responder criminalmente sobre isso”, opinou o socialista.

Percival ainda disse, em entrevista ao HiperNoticias que no âmbito da Assembleia Legislativa, que podia ser feito já está sendo encaminhado, como os requerimentos exigindo informações dos responsáveis pelas ações da Copa.

“Agora é com o Ministério Público, quem pode realmente encaminhar exigir que o dinheiro reapareça”, completou.

Na semana passada, o secretário da Copa, Eder Moraes, admitiu que a ordem do governador é a de reaver o dinheiro pago como caução, mas empurrou para a Procuradoria-Geral do Estado a responsabilidade de acionar a Global Tech, a fim de resgatar os R$ 2,1 milhões pagos indevidamente.

HiperNoticias tentou ouvir por telefone o chefe da Casa Civil, José Lacerda, mas foi informado de o secretário estava em reunião, impossibilitado de atender.

RELÓGIO

Nessa semana, o deputado Percival promete avaliar informações a ele repassadas pela Secopa a respeito do cronômetro da Copa, que funcionou num primeiro momento pro dois meses, ao preço mensal de R$ 37mil. O “Relógio dos Mil Dias”, que seria para contagem regressiva para o início da Copa de 2014, foi desativado e Secopa sinaliza em retomar o projeto a partir de um novo processo licitatório.

“Ainda não analisei os documentos que me mandaram da Secopa, mas minha equipe está avaliando todos os pontos do contrato desse relógio e estaremos atento a possíveis falhas’, afirmou Percival, adiantando porém, achar “muito caro” o valor de R$ 37 mil mensais apenas pelo aluguel de um cronômetro.

Mais direto que Percival, foi o MP que abriu, inclusive, inquérito para apurar o caso. Os trabalhos de investigação estão sendo coordenados pelo promotor Clovis de Almeida Júnior.

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Mariana Tavares 23/11/2011

Porque responsabilizar a SECOPA se quem autorizou foi o EDER Moralez??? O Eder Moralez perseguiu muito empresário por muito menos e agora sumiu com 2,1 milhão e ninguém faz nada? Pra mim o Sr, Moralez sabe que o responsável pela compra superfaturada de maquinários no final do governo Maggi foi o governador Silval, e esse é o rabo que esta preso, do contrário Moralez ja tinha sido preso. Ele esta mais forte que ministros.

Luis Antonio 23/11/2011

Acreditar que o dinheiro roubado seja devolvido aos cofres publicos e mesmo que acreditar em papai noel, cegonha. (Parte do comentário vetado por conter afirmação sem provas)

Branco 22/11/2011

Li uma matéria hoje no olhar direto e fiz os seguintes comentários, vetados pelo site: achei que a matéria tinha que ser classificada como informe publicitário, que são pagos pelos anunciantes, e não uma entrevista, que do ponto de vista do bom jornalismo tem que ser feita com isenção. Na dita entrevista, sequer foi mencionado o assunto Land Rover e restituição do valor pago. Ainda desafiei o secretário a conceder entrevista a Adriana Vandoni, Kleber LIma e Enock Cavalcanti. Fui CENSURADO PELO OLHAR DIRETO. Por favor, publiquem.

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