Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizam nesta quinta-feira (29), às 16h30, o “Ato de Caminhada da Comunidade Universitária contra a Misoginia e toda forma de violência”, no Campus Cuiabá. A mobilização foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) após a repercussão de denúncias envolvendo mensagens misóginas atribuídas a alunos da instituição e relatos de ameaças dentro da universidade.
A concentração será realizada na Praça do Restaurante Universitário (RU) e na sede do DCE. Segundo os organizadores, a caminhada seguirá pela Avenida Fernando Corrêa e retornará ao campus pela guarita 2.
De acordo com o coordenador-geral do DCE, Whilber Rafael, o ato surgiu a partir das reivindicações apresentadas pelos próprios estudantes após os episódios registrados nas últimas semanas.
“Essa manifestação surge da própria necessidade dos estudantes pedindo uma resposta e que a UFMT se posicionasse de forma ainda mais firme”, afirmou.
Segundo ele, além das pautas relacionadas ao enfrentamento da misoginia e à segurança no ambiente acadêmico, a mobilização também deve abordar reivindicações históricas do movimento estudantil, como mais investimentos para a educação pública e passe livre estudantil.
A caminhada contará com apoio da gestão superior da universidade e deve reunir estudantes, docentes, técnicos administrativos, movimentos sociais e coletivos universitários.
A reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, afirmou que a participação da administração universitária representa um posicionamento institucional diante dos recentes episódios denunciados na comunidade acadêmica.
“Estaremos manifestando nosso repúdio não apenas à misoginia, mas a todas as formas de violência nos campi da Universidade Federal de Mato Grosso”, declarou.
Nas redes sociais, a convocação do ato gerou manifestações favoráveis e críticas. Parte dos usuários apoiou a mobilização e defendeu medidas mais rígidas contra práticas misóginas dentro da universidade. Outros questionaram o uso do termo “misoginia” e cobraram debate sobre diferentes formas de violência e discriminação.
O ato ocorre em meio às investigações sobre a chamada “lista de estupráveis”, caso que ganhou repercussão após a divulgação de mensagens atribuídas a estudantes da UFMT com referências à violência sexual e misoginia contra universitárias.
Após o episódio, a universidade instaurou procedimentos disciplinares internos, afastou preventivamente estudantes investigados e reforçou medidas de segurança no Campus Cuiabá. O caso também é acompanhado pela Polícia Civil, Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e Polícia Federal.
SERVIÇO
Ato de Caminhada da Comunidade Universitária contra a Misoginia e toda forma de violência
Data: 29 de maio de 2026
Horário: 16h30
Local: Campus Cuiabá da UFMT
Concentração: Praça do RU e sede do DCE
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