O MT Hemocentro iniciou, nesta segunda-feira (25), uma capacitação voltada ao fortalecimento da assistência integral às pessoas com doença falciforme em Mato Grosso. O evento reúne especialistas e profissionais da saúde com o objetivo de qualificar o atendimento oferecido a pacientes que convivem com a enfermidade em diferentes unidades da rede pública.
A programação segue até esta quarta-feira (27), no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRM), com palestras, rodas de conversa e workshop voltados à atualização técnica e à integração dos serviços de saúde.
Participam da capacitação profissionais dos Escritórios Regionais de Saúde, equipes da Estratégia Saúde da Família, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais e da Hemorrede Pública de Mato Grosso.
Segundo o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, a iniciativa busca ampliar a qualidade da assistência prestada em todo o Estado.
“A capacitação dos profissionais de saúde de toda a rede é fundamental para a melhoria do atendimento e, consequentemente, para dar mais qualidade de vida aos pacientes que sofrem com a doença falciforme”, afirmou.
De acordo com a assistente administrativa do Núcleo de Educação Permanente em Saúde do MT Hemocentro, Graça Lopes, os palestrantes são profissionais especializados em hematologia, hemoterapia, vigilância epidemiológica e atendimento à doença falciforme.
Ela destacou que a proposta é fortalecer o atendimento também fora do ambulatório especializado do MT Hemocentro.
“Como a doença falciforme tem incidência significativa no Estado, o objetivo é preparar profissionais das unidades básicas, hospitais e pronto-socorros para oferecer um atendimento qualificado aos pacientes em toda a rede”, explicou.
Na abertura da programação, foram realizadas palestras sobre o panorama da doença falciforme no Brasil e no mundo, além de debates sobre vigilância e fortalecimento da atenção à saúde.
Nesta terça-feira (26), os temas abordam integração dos fluxos assistenciais, humanização no acolhimento, diagnóstico precoce e manejo da crise álgica. Também estão previstas rodas de conversa sobre a atuação multidisciplinar no tratamento dos pacientes.
Já na quarta-feira (27), a programação inclui debates sobre atendimento ambulatorial e transfusional, complicações neurológicas, uso de medicamentos como hidroxiureia e eritropoetina, além de um workshop com estudo de casos clínicos.
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