A agricultura familiar tem se consolidado como fonte de renda e qualidade de vida para famílias de Nova Monte Verde, no norte de Mato Grosso. Com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) e da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), pequenos produtores têm ampliado a produção e fortalecido a comercialização de alimentos na região.
É o caso do casal Márcia Moreira, de 66 anos, e Tércio de Almeida, de 70, moradores da Chácara Almeida. Em uma área de cinco hectares, eles cultivam frutas e hortaliças destinadas ao abastecimento de escolas, mercados e programas institucionais.
Moradores de Mato Grosso desde a década de 1990, o casal encontrou na produção rural uma alternativa para complementar a renda da aposentadoria e manter uma rotina ativa no campo.
“A gente começou com os projetos oferecidos pelo município por meio das escolas e depois ampliamos a comercialização. Hoje conseguimos fornecer abacaxi, mamão e outros produtos para diferentes mercados”, afirmou Márcia.
Segundo ela, o acompanhamento técnico foi decisivo para melhorar a produtividade e ampliar as oportunidades de comercialização da propriedade.
“A Empaer está sempre nos orientando. Esse apoio ajuda no manejo, na organização da produção e na melhoria dos resultados”, destacou.
Com orientação dos extensionistas, a propriedade passou por adequações no preparo do solo, escolha de culturas e organização da produção, permitindo acesso ao mercado institucional por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e programas municipais.
O extensionista rural Adilson, responsável pelo acompanhamento da propriedade, explicou que o suporte técnico auxilia desde o diagnóstico da área até a definição das culturas mais adequadas para cada realidade produtiva.
“Esse acompanhamento permite que o produtor tenha mais segurança para produzir e comercializar de forma sustentável”, afirmou.
A experiência também se repete no Sítio São Jorge, administrado por Joana Zanfrilli Moreira Marcon, irmã de Márcia. Em uma propriedade de 36 hectares, a família cultiva frutas, legumes, mandioca, castanheiras e café, parte destinada ao consumo próprio e outra comercializada para programas públicos e mercados privados.
Segundo Joana, a diversificação da produção contribuiu para ampliar a renda familiar e fortalecer a permanência da família no campo.
De acordo com a Seaf e a Empaer, iniciativas de assistência técnica e incentivo à agricultura familiar têm contribuído para geração de renda, fortalecimento da produção local e abastecimento da alimentação escolar em municípios mato-grossenses.
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