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Cidades Segunda-feira, 25 de Maio de 2026, 16:16 - A | A

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026, 16h:16 - A | A

VEJA VÍDEO

Cão Teddy anda pela primeira vez depois de ter corpo queimado em banho e tosa

Custos do tratamento já ultrapassaram R$ 13 mil e tutora segue pedindo por doações

ANNA GIULLIA MAGRO
DA REDAÇÃO

O cão Teddy está andando pela primeira vez desde o dia 13 de maio, quando o teve o corpo queimado no “Luxo Banho e Tosa” localizado no bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá. A Associação Aliança com as Quatro Patas postou em seu perfil nas redes sociais um vídeo comemorando o fato e trazendo atualizações sobre o estado de saúde do animal:

“Teddy mostrou mais uma vez a força que existe dentro dele. Mesmo depois de tudo que aconteceu, mesmo sentindo dor, hoje ele conseguiu se levantar e andar. Hoje foi um dia de vitória. Teddy mostrou que quer viver, que quer continuar lutando até o fim. Nosso guerreiro segue apresentando melhoras e seguimos aqui, acreditando na sua recuperação. Um dia de cada vez”, comemoraram.

A Associação informou que Teddy deve permanecer mais alguns meses internado sob cuidados intensivos e acompanhamento veterinário constante, eles afirmam que os custos do tratamento já ultrapassaram R$ 13 mil. A dona do animal continua pedindo doações via pix para custear o acompanhamento, curativos e medicamentos.

Quem puder ajudar pode enviar a contribuição por meio da chave Pix: 65 99904-6420.

Ainda na sexta-feira (22), foi informado que Teddy começou a responder positivamente aos estímulos externos e demonstrou uma evolução clínica favorável. Apesar da melhora, o estado de saúde ainda é considerado grave e Teddy segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

VÍDEO

RELEMBRE O CASO

Teddy sofreu queimaduras severas de segundo grau em cerca de metade do corpo após ser levado para um serviço de banho e tosa, no bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá. De acordo com os relatos da tutora, Maria Lucilene Silva Barros, foi a primeira vez que o cão foi deixado no pet shop irregular, identificado como “Luxo Banho e Tosa”.

Teddy foi pego pela responsável por volta das 8h da manhã e devolvido somente às 17h, após a proprietária enviar uma mensagem de texto alegando que havia ocorrido um "acidente com a máquina de tosa".

Ao chegar em sua residência, o animal foi deixado com ferimentos extensos e graves, acompanhado de uma pomada para queimaduras e de um frasco de dipirona, que haviam sido administrados de forma paliativa no próprio comércio.

Diante do sofrimento do cachorro, a nora da tutora precisou acionar um motorista de aplicativo com urgência para encaminhá-lo a uma clínica veterinária.

O diagnóstico inicial emitido pelos médicos veterinários apontou lesões profundas e extensas distribuídas pelo abdômen, tórax, laterais do corpo e região genital de Teddy. O quadro de saúde do Shih Tzu evoluiu com alterações graves nos exames de sangue, compatíveis com um quadro inflamatório e de infecção intensa, além do comprometimento de 50% da função renal e do surgimento de tecidos com necrose na pele.

Devido ao quadro de choque térmico, o organismo do cão apresentou dificuldade para sustentar a temperatura corporal ideal, o que exigiu sedação intensiva para controle das dores, a aplicação de antibióticos direcionados e a realização de uma transfusão de sangue de emergência na última segunda-feira (18).

INVESTIGAÇÃO

O caso ganhou forte repercussão e desencadeou uma investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que prendeu em flagrante a proprietária do estabelecimento clandestino, de 45 anos, na quarta-feira (20).

A dona do Pet Shop, foi autuada por fraude processual após a polícia flagrar seu marido retirando os equipamentos do local para obstruir a perícia técnica, sendo liberada após pagar uma fiança de R$ 4,8 mil.

A reviravolta jurídica do caso ocorreu quando as equipes da Polícia Civil constataram que os proprietários do "Luxo Banho e Tosa" tentaram maquiar a cena do incidente. Imagens obtidas pelos investigadores mostraram o marido da investigada e outro homem retirando as máquinas de secar do imóvel e colocando os aparelhos em uma caminhonete, transportando-os para uma casa da família em Várzea Grande antes da chegada dos peritos.

O delegado Guilherme Pompeo confirmou que a ocultação alterou o estado das provas essenciais, configurando o crime de fraude processual. Em seu depoimento, a dona do pet shop alegou que o superaquecimento de uma secadora, provocado por um defeito no fusível, teria causado as lesões sem que ela percebesse.

Os equipamentos retirados foram apreendidos pela polícia e encaminhados para análise laboratorial da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que emitirá um laudo para determinar se houve falha mecânica real ou negligência operacional humana. Além da esfera criminal, o caso foi formalmente registrado no Procon, órgão que confirmou que o estabelecimento funcionava de forma totalmente clandestina, sem alvará ou registro de funcionamento oficializado.

Para agravar a situação administrativa da empresa, a fiscalização do órgão de defesa do consumidor constatou que o local já acumulava outras quatro reclamações anteriores registradas por clientes.

 *Com informações de G1

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