Kristian Gkolomeev, nadador grego de origem búlgara, foi o único atleta a levar para casa R$ 5 milhões (US$ 1 milhão), valor proposto para quem superasse algum recorde mundial durante o evento.
Vestido com um traje de flutuação de alta qualidade, proibido em competições convencionais, Gkolomeev completou os 50 metros nado livre masculino em 20,81 segundos, sete centésimos de segundo a menos que o australiano Cameron McEvoy, recordista mundial na prova com o tempo de 20,88 segundos.
Este é o momento de maior sucesso da carreira de Gkolomeev. O nadador grego quase chegou ao pódio nos 50 metros nado livre nas últimas quatro edições de Jogos Olímpicos.
Alguns medalhistas olímpicos, como o nadador britânico Ben Proud, prata nos 50 metros livres em Paris-2024, foram atraídos por premiações em dinheiro potencialmente transformadoras para suas vidas. No entanto, nenhum deles conseguiu superar recordes mundiais.
Além de não atingir a expectativa antes da competição, vários atletas limpos conseguiram superar adversários que fizeram uso de substâncias proibidas. Hunter Armstrong, astro da natação americana, se recusou a de participar dos protocolos de doping do evento para seguir competindo para estar nas Olimpíadas de Los Angeles-2028 e venceu a prova dos 50 metros costas masculino, com o tempo de 24,21 segundos.
Já no atletismo, o velocista americano Fred Kerley, duas vezes medalhista olímpico - prata em Tóquio-2020 e bronze em Paris-2024 - também optou por não usar substâncias proibidas e surpreendeu a todos. Com 9,97 segundos, ele foi o grande vencedor dos 100 metros rasos masculino.
Durante três meses, 37 dos 50 atletas que participaram do evento foram confinados em um resort de Abu Dhabi e contaram com uma equipe médica e foram submetidos a um calendário de treinos e doping individualizados. Testosterona, esteroides anabolizantes, drogas de crescimento como HGH e EPO, moduladores metabólicos, hormônios, estimulantes como Adderall foram algumas das substâncias utilizadas por esses competidores.
Vale ressaltar que os Enhanced Games contaram com o apoio do movimento Make America Great Again, que inclui o filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr, e o bilionário Peter Thiel, cofundador do PayPal, da Palantir Technologies e do Founders Fund, além de financistas do Oriente Médio.
Proposto pela primeira vez em 2023, os Enhanced Games foram alvo de críticas por várias organizações como a Agência Mundial Antidoping, a World Aquatics (federação internacional que administra e regulamenta competições mundiais de esportes aquáticos) e a World Athletics (federação internacional que administra e regulamenta competições mundiais de atletismo).
(Com Agência Estado)
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