Cidades Quinta-feira, 26 de Maio de 2011, 15:50 - A | A

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011, 15h:50 - A | A

OPERAÇÃO DE GUERRA

200 militares da infantaria do Exército chegam no norte de MT

Integrantes do Batalhão de Coxim se juntam aos 300 agentes do Ibama e mais policiais federais

JORGE ESTEVÃO
jorge@hipernoticias.com

Arquivo
Tropa é especializada em combater em todos tipos de terrenos e condições climáticas

Duzentos homens do Exército chegaram em Sinop (500 km no norte de Mato Grosso), por volta do meio-dia desta quinta-feira (26) para ajudar o Ibama no combate ao desmatamento naquela região, agora conhecida por “polígono do desmate”. Militares fazem parte do 47º Batalhão de Infantaria de Coxim, tropa especializada combater em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas.

Agora, com os 300 agentes do Ibama e policiais federais e rodoviários, a força-tarefa chega a cerca de 700 integrantes, uma verdadeira operação de guerra.

O coordenador de operações do Ibama, Roberto Cabral, disse que foi montada em Brasília uma sala de situação - uma espécie de comitê de crise - formadas pelas cúpulas do instituto, mais Exército e forças auxiliares, com linha direta com a presidente Dilma Rousseff.

Em Sinop, se reuniram na tarde desta quinta comandantes de cada corporação. O objetivo é distribuir operacionalmente todos os integrantes nas diversas frentes de operação.

Roberto Cabral explica que dados de satélites enviados pelo Inpe de forma simultânea permitem ao comando de operações obter informações sobre onde há desmatamento. Quando a interferência de nuvens, helicópteros e um avião do Ibama complementam as ações.

Segundo Roberto, a ordem é fechar o cerco no polígono do desmate em 100%. "Nós não vamos entrar em locais de forma aleatória, mas com dados precisos. Vamos apreender quaisquer equipamentos (motosserras, tratores, caminhões, correntões) que nas áreas de desmate", disso o coordenador de operações.

BASES

Integrantes da força-tarefa já estão nas quatro bases de apoio montadas em municípios de Mato Grosso, duas no norte, próximas da divisa com o Pará, e outras no noroeste para.

A localização exata dos pontos de apoio é mantida sob sigilo pela superintendência do Ibama em Mato Grosso, mas informações apontam para municípios campeões de desmatamentos que são Confresa, Colniza, Nova Ubiratã e Santa Carmen.

Dados do Inpe, apontam que em março e abril a derrubada da floresta chegou a 480 quilômetros quadrados, o equivalente a 50 mil campos de futebol ou duas vezes e meia o tamanho de Aracaju, capital de Sergipe.

Além do efetivo, o Ibama conta com dois helicópteros e um avião, este do Instituo Chico Mendes, que é o braço institucional do Ibama. As aeronaves, explica os superintendente  Ramiro Hofmeister, são para rastrear desmatamento não alcançados pelos satélites, porque as áreas estão encobertas pelas nuvens.

O superintendente do Ibama alega que agentes não têm planos de invadir fazendas sem qualquer prova de atividade ilegal. “Só iremos (nos locais de desmate) com imagens reais dos satélites”, disse.

A permanência da força-tarefa em Mato Grosso será por tempo indeterminado, diz o superintendente do Ibama.

Ramiro Hofmeister avalia como “catastrófico” para a economia de Mato Grosso o desmatamento dessa área.

Segundo ele, o Estado vai perder significativamente exportações de produtos relacionados em commodities, que são grãos e até carne bovina. A maioria dos países da União Européia exige certificação verde, o selo de produtos saídos de áreas livres da ilegalidade.

 

 

 

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