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Brasil Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 09:24 - A | A

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 09h:24 - A | A

CASO ENVOLVENDO PILOTO

Menina disse ter sofrido estupro coletivo aos 11 anos

Uma das 3 vítimas de piloto da Latam afirmou que avó teria “vendido” a menina, uma das netas, a adultos que a abusaram sexualmente

METRÓPOLES

Uma adolescente vítima de abusos sexuais afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que uma outra menina teve o próprio estupro viabilizado pela avó, Denise Moreno, de 47 anos (imagem em destaque), em um episódio no qual foi submetida a relações com três homens ao mesmo tempo, em 2023.

O relato foi feito no âmbito de uma investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a qual resultou, na manhã dessa segunda-feira (9/02), na prisão de Denise, de 55, e do piloto da Latam Sérgio Antônio Lopes, de 60.

Segundo a investigação, que está em sigilo, a adolescente atribuiu à avó a organização e a permissão dos abusos. Denise — que na ocasião trabalhava como inspetora em uma escola estadual, na zona sul da capital paulista — tinha pleno conhecimento do que ocorria, exercia controle sobre a rotina das meninas e as colocava em contato com homens mais velhos mediante pagamento.

Como mostrado pelo Metrópoles, a avó “vendia” as netas. O “comércio sexual” das menores ocorre há pelo menos 10 anos, segundo apurado pela reportagem.

A defesa dos suspeitos não foi localizada, e o espaço segue aberto para manifestações.

Arrastada pela avó

Um vizinho de Denise chegou a relatar, em condição de sigilo, que uma das netas da ex-inspetora, atualmente com 18 anos, foi vista em algumas ocasiões sendo arrastada pela avó e entregue a homens, mesmo diante de dor, medo e resistência. A avó, como ressaltam as investigações da Polícia Civil, tratava os encontros como fonte de renda.

Além dela, o piloto Sérgio integrava esse contexto por manter relação próxima e articulada com a avó das vítimas — contabilizadas até o momento em três. De acordo com a Polícia Civil, essa proximidade foi decisiva para o acesso às adolescentes.

Ele era apresentado no ambiente familiar como alguém de confiança, estratégia que, segundo os investigadores, ajudava a afastar suspeitas. A investigação indica que o piloto fornecia dinheiro, custeava despesas e utilizava ameaças para garantir o silêncio das vítimas, enquanto a avó facilitava e intermediava os encontros.

Para a polícia, Denise Moreno ocupava posição central no esquema. Detentora da guarda e da autoridade cotidiana sobre as crianças, ela teria consentido os abusos, organizado a logística dos encontros e obtido vantagem econômica direta. Diligências de campo, dados telefônicos e relatos colhidos durante a apuração reforçam que a entrega de meninas a homens distintos ocorria de forma reiterada, sempre com o aval da avó.

Entenda o caso

O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (9/2) dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A prisão, feita pela Polícia Civil, ocorreu durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont).

Lopes é acusado de integrar uma “rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes”.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados em São Paulo e em Guararema, na região metropolitana.

Denise também foi presa, suspeita de ter “vendido” as três netas, de 10, 12 e 14 anos, para serem submetidas aos abusos.

Ele pagava a familiares de crianças e adolescentes para violentá-las sexualmente, de acordo com a investigação do DHPP, responsável pela prisão temporária de Sérgio e de Denise. Outra suspeita, identificada como Simone da Silva, também foi presa, em flagrante, após conteúdo de pornografia infantil ser localizado em seu celular, durante o cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão.

“Tio Sérgio”
O Metrópoles apurou ainda que Sérgio é investigado por abusar sexualmente de crianças e jovens, com idades entre 11 e 14 anos. Além disso, ele teria feito com que as vítimas lhe apresentassem coleguinhas do colégio, para quem ele era identificado como “tio Sérgio”.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito policial começou em outubro de 2025. As três vítimas já identificadas — com 11, 12 e 14 anos na ocasião dos estupros — foram submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Os investigados formam, diz a SSP, uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

Latam
Em nota, a Latam informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.

O voo que seria pilotado por Lopes operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

FONTE: https://www.metropoles.com/sao-paulo/piloto-preso-menina-disse-ter-sofrido-estupro-coletivo-aos-11-anos

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