O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi questionado nesta quarta-feira, 18, se sua empresa projetou intencionalmente plataformas para viciar usuários. Ele depõe no tribunal em Los Angeles em um julgamento considerado histórico sobre o vício de crianças e adolescentes em redes sociais. É a primeira vez que Zuckerberg responde na Justiça sobre as acusações.
Meta, Snapchat, TikTok e YouTube são acusados por uma jovem de 20 anos identificada como K.G.M., que diz ter sofrido de ansiedade, depressão e problemas de autoimagem após abrir sua primeira conta em plataformas aos 8 anos. Segundo a CNN americana, ele não respondeu sobre qual seria sua mensagem para os pais que afirmam que seus filhos foram prejudicados pelas redes sociais.
Zuckerberg também foi questionado se crianças menores de 13 anos têm acesso ao Instagram - o aplicativo exige que os usuários tenham essa idade para se cadastrar. O CEO da Meta afirmou que os menores "não têm permissão para usar o Instagram".
Efeito
Se as empresas forem condenadas, o resultado pode abrir um precedente importante na responsabilização das plataformas de tecnologia no mundo todo. Nos Estados Unidos, milhares de indivíduos, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais entraram com ações judiciais semelhantes.
O argumento principal é o de que as redes sociais foram criadas para serem viciantes, como cigarros ou máquinas caça-níqueis de cassino. "Este caso é tão simples quanto ABC", disse Mark Lanier, um dos advogados. "Eles não criaram apenas aplicativos, criaram armadilhas. Não queriam usuários, queriam viciados."
Os casos foram comparados a processos contra grandes empresas de tabaco na década de 1990, acusadas de ocultar informações sobre os malefícios dos cigarros.
As empresas afirmam que não há evidências científicas que comprovem dependência. Elas também se sustentam em uma lei americana de proteção à liberdade de expressão que as resguarda da responsabilidade pelo conteúdo publicado por seus usuários online. Snapchat e TikTok fizeram um acordo para encerrar as acusações. O julgamento deve se estender por algumas semanas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Com Agência Estado)
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