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Brasil Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026, 21:30 - A | A

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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026, 21h:30 - A | A

Juliana Paes disse que pai com Alzheimer 'previu' volta dela para Viradouro no carnaval

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A atriz Juliana Paes voltou ao posto de rainha da bateria da Unidos do Viradouro após 17 anos e contribuiu para que a Vermelha e Branca de Niterói fosse a grande campeã do carnaval 2026 do Rio. A escola conquistou o título com o enredo "Pra Cima, Ciça!", um tributo ao sambista Moacyr da Silva Pinto.

Trecho de entrevista da atriz ao programa Sem Censura, da TV Brasil, no ano passado, passou a viralizar nas redes sociais nesta quarta-feira, 18. Na entrevista, Juliana Paes falou sobre a relação entre o último desejo de seu pai, que tinha Alzheimer, e sua volta à Viradouro.

"Ele falou assim na última vez que foi na minha casa: 'Fui lá na Viradouro e marquei uma reunião, porque você tem que voltar a desfilar'. Eu falei que não era assim, com toda a paciência, que eu não desfilava mais na Viradouro", disse a atriz - o pai dela morreu em 2024.

Depois, Juliana Paes foi assistir a um desfile da Viradouro e disse ter se recordado do pedido do pai na Marquês de Sapucaí. "Eu falei assim: 'Caramba, meu pai teria vontade que eu voltasse'. Deu aquele flash de pensamentos", contou.

Meses depois, Mestre Ciça ligou para a atriz para convidá-la para voltar a ser rainha de bateria da Viradouro. Em um primeiro momento, Juliana Paes resistiu por acreditar que, aos 46 anos, não teria mais como desfilar na Marquês de Sapucaí. Mas, acabou aceitando o convite. "Quando eu tive medo por causa da idade, foi aí que falei: 'Eu tenho que ir'".

Homenagem a sambista

A Viradouro narrou na Marquês de Sapucaí a história do sambista Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, desde os tempos na escola Estácio de Sá até a atualidade. O último triunfo da Vermelha e Branca de Niterói havia sido em 2024.

Tarcísio Zanon assinou o projeto da Viradouro na Sapucaí. Wander Pires interpretou o samba no microfone e o casal Julinho Nascimento e Rute Alves conduziu o pavilhão em um desfile marcado pela emoção.

Como não poderia ser diferente, a bateria brilhou. Do meio até o fim da apresentação, os ritmistas desfilaram sobre um grande carro alegórico, com Ciça à frente, como destaque.

Outro momento emocionante foi a participação do carnavalesco Paulo Barros, que fez história em escolas como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Vila Isabel, como destaque em uma das alegorias.

(Com Agência Estado)

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