Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, recusou o convite para participar da cúpula de hoje. Outros líderes de importantes países aliados dos EUA, incluindo Reino Unido, Alemanha e França, também afirmaram que não estarão em Washington. Trump retirou o convite feito ao premiê Mark Carney, do Canadá, após um discurso crítico do canadense no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no mês passado - o papa Leão XIV também rejeitou ontem o convite para participar.
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Com isso, o Conselho da Paz de Trump contará com delegações do Oriente Médio, incluindo representantes de Israel, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Turquia, Jordânia e Catar, além de diversos países com pouco envolvimento direto no conflito na Faixa de Gaza, como Argentina, Paraguai, Hungria e Casaquistão.
A Casa Branca indicou que a cúpula de hoje funcionará como um encontro de arrecadação de fundos. Trump anunciou nas redes sociais que os países prometeram mais de US$ 5 bilhões para a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada pela guerra com Israel, e em constante crise humanitária.
O presidente americano afirmou que os membros do conselho também "destinaram milhares de tropas à Força Internacional de Estabilização e à polícia local para manter a segurança e a paz para os habitantes de Gaza".
Objetivos
Inicialmente, o Conselho da Paz foi formado com o objetivo principal de reconstruir Gaza, embora seu mandato tenha sido ampliado posteriormente por Trump para incluir a resposta a outros conflitos globais. Foi justamente a possibilidade de assumir funções da ONU que afastou vários países europeus, além do Brasil.
A primeira cúpula do Conselho da Paz está sendo encarada com grande ceticismo, principalmente com relação ao plano de paz e recuperação de 100 dias anunciado pelo genro de Trump, Jared Kushner, em Davos, na Suíça. A ajuda continua escassa e o projeto ainda não foi adiante.
Os críticos do Conselho da Paz de Trump afirmam que o grupo teria dificuldades para resolver as questões-chave no conflito entre Israel e palestinos. Entre os principais impasses estão quem governaria o território, quem garantiria a segurança e como seria possível atender às necessidades imediatas da população.
Há também poucos sinais de como a criação do grupo poderia superar divergências nas negociações de paz, como por exemplo o desarmamento do Hamas. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Com Agência Estado)
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