De acordo com Maqsoudlou, a iniciativa também tem como finalidade ampliar a cooperação marítima conjunta e fortalecer as relações entre as duas marinhas no planejamento e na execução de operações combinadas.
O capitão de primeira classe Alexei Sergeev, comandante da flotilha naval russa, destacou as relações "estreitas e amigáveis" entre as duas partes. Segundo ele, o atual nível de interação e cooperação demonstra a capacidade de ambos os países de gerenciar e resolver conjuntamente inúmeros desafios marítimos e costeiros.
Em entrevista ao Argumenty i Fakty, o assessor da presidência russa, Nikolay Patrushev, afirmou que os fatos "indicam que o mar está se tornando novamente um palco para agressões militares." Ele classificou o cenário como prática da "diplomacia das canhoneiras", citando eventos na Venezuela e nos arredores do Irã.
"A principal tarefa é construir uma ordem mundial multipolar nos oceanos, e a Rússia e seus parceiros com ideias semelhantes estão trabalhando ativamente para alcançar esse objetivo. Por meio do Colégio Marítimo, mantemos conversas regulares com nossos parceiros estrangeiros", disse.
Irã fecha partes do Estreito de Ormuz
Partes do Estreito de Ormuz serão fechadas nesta terça-feira, 17, por "precauções de segurança" para a navegação, em meio aos exercícios militares conduzidos pela Guarda Revolucionária do Irã na hidrovia, considerada a mais importante rota de exportação de petróleo do mundo.
A mídia iraniana também anunciou que o Irã disparou mísseis reais em direção ao Estreito de Ormuz. Na segunda-feira, 16, o país persa havia perfomado um exercício militar marítimo nas vias navegáveis, que são rotas comerciais internacionais cruciais.
(Com Agência Estado)
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